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16 de setembro de 2021
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Amazonas de bravos que doam
Sem orgulho, nem falsa nobreza
Aos que sonham, teu canto de lenda
Aos que lutam, mais vida e riqueza!

Nosso hino, composição de Cláudio Santoro e Jorge Tufic, é expressão da história do povo amazonense, gente lutadora, humilde, vivendo no mais belo espaço da natureza que Deus ofereceu à humanidade, desejando dias melhores com o suor do seu rosto e os calos das suas mãos. Vencer pelo amor e pelo trabalho é o que desejamos todos os dias.

Hoje o tempo se faz claridade
Só triunfa a esperança que luta
Não há mais o mistério das matas
Um rumor de alvorada se escuta

Como amazonense, filho de uma manauara e de um homem do Paraná do Aduacá, há época Nhamundá, hoje Parintins, já nasci com o amor e respeito pelas nossas florestas, nossos rios, nossos pássaros, nossos homens e mulheres, ribeirinhos, índios, nordestinos vindos na época áurea da borracha, e gente de todos os Estados e países que aqui acolhemos com carinho e afeto.

Cresci consolidando no meu coração o amor pelos cheiros, pelas cores e pelos sons da floresta. E é com a “esperança que luta” que buscamos triunfar no nosso desejo de um Amazonas mais socialmente justo, ambientalmente responsável, economicamente viável, que garanta emprego, comida e vida digna para nossa gente. Tem sido essa a luta da minha vida.

A palavra em ação se transforma
E a bandeira que nasce do povo
Liberdade há de ter no seu pano
Os grilhões destruindo de novo

O amor que em ação se transforma é o amor que sente a dor do trabalhador amazonense que perdeu seu emprego, da mulher amazonense que não consegue colocar comida no prato de seus filhos. Não é só amor ao hino, à bandeira, é amor às pessoas, amor à vida.

A isso tenho dedicado a minha caminhada, a servir ao povo do Amazonas, a transformar minhas palavras em ação. Só isso me move.

Não poderia ser mais simbólico. Escrevo esse trecho de dentro de uma pequeno avião, no caminho entre Carauari e Itamarati, trecho de uma longa viagem que já passou por Borba, Novo Aripuanã, Manicoré, Humaitá, Lábrea e Pauini e que ainda passará por Envira, Eirunepé, Atalaia do Norte, Benjamin Constant, Tabatinga, São Paulo de Olivença, Fonte Boa, Juruá e Tefé, antes de voltar a nossa capital Manaus.

Parabéns ao povo amazonense pelo 5 de setembro, elevação do Amazonas à categoria de Província.

(*) Marcelo Ramos é advogado, professor de Direito Constitucional e vice-presidente da Câmara Federal.

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