26 de novembro de 2020

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Bruno Pacheco e Luciana Bezerra — Da Revista Cenarium

MANAUS — O candidato à Prefeitura de Manaus, que já foi senador e ministro dos Transportes nos governos Lula e Dilma (PT) Alfredo Nascimento (PL), afirmou durante a Sabatina Técnica ‘Estúdio C’ da REVISTA CENARIUM, nesta segunda-feira, 26 que desde sua saída do Ministério dos Transportes, há nove anos, que o cargo teve seis ministros e nada foi feito pelo local até hoje. 

Segundo Alfredo, na época em que foi ministro, a exigência principal que fez ao Governo Federal foi a de construir a BR-319, mas que devido às exigências ambientais, o projeto com a rodovia que liga Manaus a Porto Velho não seguiu adiante.

“Cumpri as exigências ambientais. Fiz um estudo sobre o período de verão [para pavimentar], mas, quando cheguei lá, pediram para fazer um estudo sobre o período chuvoso. E eu pergunto: por que não pediram para eu fazer esse estudo logo no começo? Não é só o interesse nacional, é um interesse internacional. A construção da BR-319 não causa desmatamento nenhum. Todos os cuidados de preservação são tomados. Tentei de tudo, mas infelizmente não deixaram eu concluir a BR-319”, disse.

O candidato liberal disse ainda que o trecho do meio da BR-319, se concluído, só trará benefícios para o Amazonas. Durante sabatina, Alfredo Nascimento enfatizou que construiu mais da metade da rodovia e que, quando assumiu o ministério do governo Lula, sua exigência era a de construir a BR-319.

“Consertei o meio, fiz pontes, ajeitei, reabri a rodovia. Eu reabri a BR-319 com mais da metade dela asfaltada”, disse.

“A parte do meio não tem licença. Eu saí do ministério há mais de nove anos, já passaram por lá seis ministros e na parte do meio não colocaram ‘um palmo’ de asfalto porque não tem licença. O que foi feito nos últimos 20 anos na BR-319 foi feito por mim. Ninguém colocou nenhum centavo lá. Se ela existe, se hoje você tem linha de Manaus a Porto Velho e no verão roda muito bem com 11, 12 horas, foi porque eu reabri a rodovia”

Sobre o questionamento do ambientalista Carlos Durigan de que muitas vezes as questões ambientais não são um problema a ser vencido, mas sim questões a serem consideradas para o processo avançar, Alfredo responde.

“Eu tentei fazer o que pude como ministro. Fui a diversos órgãos ambientais como Ibama, Instituto Chico Mendes, entre outros e o que me deixou muito triste foi saber que mesmo cumprindo todas as licenças ambientais exigidas a rodovia não saiu porque a ministra do Meio Ambiente, na época, Marina Silva (Rede), era contrária a obra. No entanto, a BR-319 vai ligar o Amazonas a outros países como Colômbia, Venezuela e a outros estados brasileiros”, conclui o candidato do PL.

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