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27 de novembro de 2021
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Da Revista Cenarium

MANAUS – Quase 50 anos após ser instituído o Dia Mundial do Meio Ambiente, em 1972, na Conferência das Nações Unidas sobre o Meio Ambiente Humano, na Suécia, o assunto ainda está em alta. E a poucos dias da data (5 de junho), a REVISTA CENARIUM lança uma série de reportagens para apresentar a Amazônia, falar de suas riquezas, relembrar o mundo acerca de sua importância e, principalmente, cobrar mais fiscalização por parte das autoridades.

“A humanidade precisa passar por um processo de aprendizagem educacional e socioambiental para promover a transformação de suas ações. Se fala em Meio Ambiente, se reconhece a importância, mas não se consegue tomar atitudes que refutem com o que é falado. Tudo isso porque, na humanidade, não se possui a cultura de pertencimento”, diz o ambientalista José Coutinho.

Nesta série, que será dividida em cinco matérias publicadas de segunda, 1º, a sexta-feira, 5, serão abordados assuntos sobre desmatamento, sustentabilidade, fiscalização da fauna e da flora, assim como ações que são desenvolvidas por equipes do Instituto Mamirauá, Ibama e Instituto Internacional de Responsabilidade Social Chico Mendes.

Entre os entrevistados estão ambientalistas, ativistas e o titular da Secretaria Municipal do Meio Ambiente (Semmas), Antônio Nelson Oliveira Júnior, que vai falar sobre invasões em Manaus, fiscalização e programas executados pela pasta como o de arborização da capital.

Importância do Dia

A data foi criada com o objetivo de chamar a atenção de toda população para os problemas ambientais e para a importância da preservação dos recursos naturais.

“Devemos dar importância porque muitas pessoas acham que esses recursos naturais são infinitos quanto que na verdade, alguns recursos já estão desaparecendo a cada dia comprometendo a vida no planeta”, lembra Coutinho que é superintendente do Instituto Internacional de Responsabilidade Sócioambiental Chico Mendes, no Amazonas.

Segundo ele, tais recursos são afetados diretamente por conta dos desequilíbrios decorrentes das ações antrópicas como poluentes atmosféricos, lixões, esgotos a céu aberto, poluição nos rios e igarapés.

“O lixo e os esgotos a céu aberto são os principais problemas. São toneladas de lixo todos os dias sem tratamento e os córregos e os rios das cidades já não conseguem proteger a vida. Os lixões produzem o chorume, que é um líquido que acaba sendo absorvido pelo solo e atinge a água que bebemos, fora a poluição do ar provocada pelos veículos”, finalizou.

Reforçando o que foi dito pelo ambientalista José Coutinho e eternizado na voz de Elis Regina pela música Quereles do Brasil, de 1978, é fato que o ‘Brazil tá matando o Brasil’, no entanto, ainda há tempo para lutar por questões importantes que protejam e, principalmente, projetem nas novas gerações o conceito de pertencimento.