5 de março de 2021

Com informações do UOL

SÃO PAULO – Pabllo Vittar não vê a hora de voltar à rotina: depois de ter shows cancelados e participações em festivais adiadas, a cantora — como muitos brasileiros — só pensa na vacina. Apesar da saudade do público, ela não deixou de tocar outros projetos ao longo da quarentena. Continuou com publicidades, lives e, em dezembro, lançou a música e o clipe “Modo Turbo”, em parceria com Luísa Sonza e Anitta (com quem se reconciliou recentemente), que bateu recordes de streaming.

Mas nem tudo é trabalho: um ano após o lançamento da música “Amor de Que”, ela fala sobre amor e segue achando que a maior parte dos homens não está preparada para aceitar uma relação de sexo casual, como diz a letra. Justamente por isso, se coloca como defensora das relações livres — apesar de, intimamente, também acreditar que é possível ser feliz na monogamia.

Em entrevista à Universa promovida pelo projeto Ibis Music We Are Open, do qual Pabllo foi embaixadora, a cantora fala sobre diversidade, relacionamentos e sociedade. Confira:

Quando o assunto é diversidade, você foi uma das pioneiras na música brasileira. O que ainda falta para que a arte, como um todo, seja mais plural no país?

Acho que o principal é abrirmos nossos olhos e ouvidos para que os artistas LGBTQIA+ sejam valorizados. Muitas vezes, trabalhos incríveis estão a um clique de nós. É só procurarmos saber e investirmos um pouco do nosso tempo para isso. Meu desejo é que esse espaço cresça cada vez mais.

Por esse motivo, sempre que posso, chamo amigos independentes da música para participarem dos meus trabalhos e aceito convites de projetos que tenham a ver com a diversidade, como é o caso do Ibis Music, que aconteceu com a curadoria da Sony Music e do Spotify. Os resultados são incríveis quando criamos oportunidades para estes artistas se expressarem, seja na música ou em outras artes.

Quais nomes LGBTQIA+ você tem mais escutado no momento?

São tantas! Tem a Linn da Quebrada, maravilhosa, a Ventura Profana, a Urias. Além das minhas amigas drags, como a Glória Groove… Tem um monte de gente incrível.

Ao mesmo tempo em que você representa muita gente, também é alvo de muito ódio. Como é lidar com esses extremos?

Grandes poderes vêm com grandes responsabilidades. Hoje em dia isso é, para mim, uma coisa muito natural. Costumo pensar que essa galera que joga hate na verdade meio que trabalha para mim. Estão sempre gastando o próprio tempo, investindo parte dele comigo, então de alguma forma é um carinho. Só faltam ir a um dos meus shows para virarem “Vittarlovers” de vez [risos]. Mas hoje lido de forma tranquila porque eu sei quem eu sou, o que eu faço, o que emano.

Confira a entrevista completa no UOL

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