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6 de maio de 2021

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Matheus Pereira – Da Revista Cenarium

MANAUS – Uma ação realizada pelo Sindicato dos Petroleiros do Amazonas (Sindipetro-AM), em parceria com a Central de Movimentos Populares (CMP), ofereceu nesta quinta-feira, 29, botijões de gás de cozinha por R$ 40 a 50 famílias em Manaus. A ação foi realizada no Centro de Referência de Combate à Violência contra Mulher, bairro São Francisco, zona Sul de Manaus.

Promovida pela Federação Única dos Petroleiros (FUP), sindicatos filiados e pela CMP, a ação nacional ‘gás a preço justo, comida no prato e vacina no braço’ tem o objetivo de ajudar a amenizar os impactos do desemprego, da pandemia da Covid-19 e dos preços do gás de cozinha para a população. Além de Manaus, a ação ocorreu em 11 cidades. São Paulo, Brasília, Belém, Rio de Janeiro, Palmas, Porto Velho, Ipatinga, Jaboatão dos Guararapes, Fortaleza e Salvador.

No Amazonas, o preço do botijão de gás de cozinha varia entre R$ 105 e R$ 120, o que corresponde a 12% do salário mínimo. De acordo com o Sindipetro-AM, o aumento constante dos valores dos derivados em meio à pandemia e no processo de venda das refinarias penaliza os trabalhadores e a população.

No início de abril, a Petrobras aumentou o preço médio da venda do gás de cozinha para as distribuidoras em 5%. O valor passou a ser de R$ 3,21 por quilo, valendo tanto para o uso em indústrias quanto para o uso doméstico. Esse foi o 4º reajuste realizado pela estatal em 2021. Por conta da pandemia, em 2020, as vendas do botijão de gás de 13 quilos cresceram 5,3% em relação a 2019, de acordo com a Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP).

Aumentos são sentidos na mesa

A autônoma Luzeni Pereira aponta que o aumento no preço do gás de cozinha afeta o planejamento e influencia na compra de outros produtos necessários para alimentação. “É uma situação complicada, porque você faz um orçamento x para um mês, esperando gastar aquele valor, mas não sai como planejado. A inconstância nos preços do gás dificulta até mesmo a compra de outros produtos também importantes na casa”.

Luzeni lamenta que os aumentos em um produto essencial ocorra durante a pandemia de Covid-19, que afetou financeiramente a sociedade. “No momento de incertezas que o mundo passa, com várias pessoas tendo dificuldades para gerar receitas, é incompatível com o aumento absurdo do preço das coisas, e o gás é algo que não pode faltar, infelizmente é preciso fazer aquele esforcinho a mais para comprar”, afirmou.

Ação semelhante

Em março deste ano, o Sindipetro-AM realizou uma ação exclusiva para taxistas de Manaus para promover a venda do litro da gasolina por R$ 3,50. O objetivo do “Combustível a preço justo” foi alertar sobre ações da Petrobras, que apenas em 2021 aumentou o preço do combustível cinco vezes. Na ação, o sindicato distribuiu cupons para os 100 primeiros taxistas. Cada veículo abasteceu 20 litros de gasolina por R$ 70. Ou seja, o litro saiu a R$ 3,50.