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28 de janeiro de 2022
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Victória Sales – Da Revista Cenarium

MANAUS – O aumento das fortes chuvas que atingiram o Brasil na reta final de 2021 e início de 2022 e provocou alagamentos em, pelo menos, 11 Estados de diversas regiões do País. Por isso, famílias ficaram desabrigadas e com casas cobertas pelas águas. De acordo com o ambientalista Carlos Durigan, estamos passando por um período sob influência do fenômeno La Niña.

Ainda segundo Durigan, o fenômeno está se estendendo desde o ano passado e tem trazido mais chuvas que o habitual na região para o período. “A maior frequência e intensidade que temos vivenciado para períodos de chuvas e mesmo de secas que podem ocorrer já são reflexos do aquecimento global”, explicou o ambientalista.

Leia mais: Chuvas elevam nível de rios, provocam danos e acendem alerta no Maranhão

Carlos conta ainda que o Painel Intergovernamental sobre Mudanças Climáticas (IPCC) já nos alertava sobre estes efeitos há anos. “Assim, mais do que nunca precisamos trabalhar pela redução de nossas emissões para que efeitos como estes não se intensifiquem ainda mais nos próximos anos”, relata sobre as decisões para a redução de emissões de gases.

De todas as regiões do Brasil, a mais afetada pela cheias dos rios foi o Nordeste com o Estado da Bahia que já registrou 26 mortes.

Bahia

Até as últimas informações divulgadas na terça-feira, 4, pela Superintendência de Proteção e Defesa Civil (Sudec), há pelo menos 93.646 pessoas desabrigadas ou desalojadas no Estado. Além disso, a secretaria apontou que 26 pessoas morreram. No total, 715.634 pessoas foram afetadas pela chuva e 518 ficaram feridas.

Ruas tomadas de água em Ibicuí, na Bahia (Prefeitura Ibicuí)

Ceará

Já no Estado do Ceará, foram registrados aumento de chuvas em todas as regiões do Estado desde o último sábado, 1º. As águas tomaram conta das ruas em Fortaleza e também na região metropolitana. Já nas últimas 48 horas, a Fundação Cearense de Meteorologia e Recursos Hídricos (Funceme) registrou pluviometria em 119 dos 184 municípios cearenses. Os maiores volumes foram registrados nos municípios de Barro (109 mm), Ocara (97 mm), Aurora (85 mm), Cascavel (80 mm) e Pires Ferreira (75 mm).

Tocantins

Já no Estado de Tocantins, as chuvas chegaram há semanas e ainda continuam levando estragos para diversas cidades. De acordo com o Corpo de Bombeiros do local, mais de 340 pessoas já ficaram desabrigadas, o que fez com que as famílias procurassem abrigos públicos. Aproximadamente 114 pessoas ficaram desalojadas e precisaram se deslocar para a casa de parentes ou amigos. No Estado, de 139 cidades, 35 foram afetadas severamente pelas enchentes.

Maranhão

Até esta semana, no Maranhão, aproximadamente 130 famílias ficaram desabrigadas e desalojadas por conta da cheia do rio Tocantins, no município de Imperatriz (a 629 quilômetros de São Luís), durante as fortes chuvas na região. De acordo com o Corpo de Bombeiros do Maranhão (CBMMA), 44 famílias estão desalojadas e 86 foram levadas para abrigos provisórios.

Pernambuco

Também em Pernambuco, segundo o alerta feito pela Autarquia de Trânsito e Transporte Urbano do Recife (CTTU), diversos pontos no Estado sofreram com alagamento por conta da forte chuva. Em algumas ruas do Estado, a água acumulada já está começando a invadir as casas e estabelecimentos.

Piauí

Nos últimos três dias, entre o dia 31 dezembro e a segunda-feira, 3, foram registrados 207,8 mm de chuvas em Teresina. O montante era o esperado para todo o mês de janeiro.

Segundo o Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet), um alerta vermelho foi dado na região por conta da previsão de fortes chuvas e ventos em parte do território do Piauí. O restante do Estado segue sob alerta laranja desde o dia 27 de dezembro.

Rio Grande do Norte

No Rio Grande do Norte, as chuvas intensas foram registradas nos primeiros dias de 2022. No primeiro domingo do ano houve um registro de aumento de elevação de água em pelo menos 61 municípios, conforme informou a Empresa de Pesquisas Agropecuárias do Rio Grande do Norte (Emparn).

Goiás

Já em Goiás, cerca de 400 famílias acabaram sendo afetadas pelas fortes chuvas. De acordo com o governo do Estado, alguns pontos de alagamentos foram detectados, além de pontes que ficaram destruídas e acabaram dificultando a circulação das pessoas no Estado.

Minas Gerais

De acordo com o Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet), somente nessa segunda-feira, 3, foram registrados três alertas de chuvas com um acúmulo de chuvas para 836 municípios de 853 que existem no Estado. Com isso, 718 contém um grau de perigo, enquanto somente 118 apresentam “perigo potencial”. Ainda existe a possibilidade de chuvas intensas com pretensão de 30 a 60 milímetros por hora.

São Paulo

Já em São Paulo, uma parte da cidade entrou em estado de alerta para alguns pontos de alagamento nesse domingo, 2. De acordo com dados informados pelo Centro de Gerenciamento de Emergências da Prefeitura da cidade, até as 15h25 havia chovido pelo menos 10,8 milímetros na cidade.

Santa Catarina

Também em Santa Catarina, bairros de Florianópolis também registraram alguns pontos de enchentes, alagamentos e também de deslizamentos causando um grande alerta para os órgãos competentes.