28 de fevereiro de 2021

Com informações do Pragmatismo Político

MANAUS – A extremista Sara Winter, apoiadora do presidente Jair Bolsonaro (sem partido) e principal porta-voz do grupo bolsonarista autodenominado “300 do Brasil”, usou as redes sociais para criticar o governo e o mandatário. Em uma longa publicação em sua conta no Facebook, Sara, que foi presa em 15 junho por ordem do ministro Alexandre de Moraes, do STF, no âmbito do inquérito que apura manifestações de rua antidemocráticas, diz não reconhecer mais o presidente.

Alijada e abandonada pelas bases do bolsonarismo desde que decidiu comprar briga com a suprema corte, Sara Winter é só desabafo. Ela está em recolhimento domiciliar com uso de tornozeleira eletrônica desde o fim de junho de 2020. “Não sei mais quem ele (Bolsonaro) é. O homem que eu decidi entregar meu destino e vida para proteger um legado conservador”, disse.

Da época em que andava de armas em punho. A outrora confiante Sara Winter hoje se queixa do abandono e tem como companhia a tornozeleira eletrônica (Reprodução/Internet)

Em uma outra sequência de vídeos postados na função stories do Instagram, Sara chorou e disse estar com depressão. “Eu vou ter que levantar e resolver os meus problemas. E não tem Bolsonaro para ajudar e não tem Damares (ministra da Mulher, da Família e dos Diretos Humanos) para ajudar”, murmurou.

Inveja do Toffoli

A extremista disse sentir “inveja” do ministro do STF, Dias Toffoli, por ter ganhado um abraço do presidente. Imagens da CNN Brasil mostraram Bolsonaro abraçando o ex-presidente da Corte durante uma reunião no sábado passado com a presença do desembargador Kassio Nunes Marques, indicado para ocupar a vaga de Celso de Mello no Supremo.

Sara também lamentou pelos ‘camaradas’ da causa conservadora. Segundo Sara, todas as pessoas que tiveram contato com ela, a começar pelo Ministério da Mulher, da Família e dos Diretos Humanos, estão sendo exonerados. Ela foi servidora da pasta, mas acabou desligada em outubro do ano passado.

A militante de extrema-direita ainda se queixou do esquecimento por parte da justiça brasileira. Ela acrescentou que um ofício foi protocolado por sua defesa no ministério em junho sobre sua prisão, que classifica como “política”, mas o documento foi sequer analisado, reclama Winter.

“Não aguento mais. Não aguento mais. Tanta gente fala que sou infiltrada. Talvez eu devesse virar feminista de novo. Feminista, p*ta, petista, sei lá. Assim pelo menos eu teria atenção do governo, teria sua estima, teria meus direitos reestabelecidos. Acorda Bolsonaro. Já tá bom de dar surra em quem gosta de você”, desabafou Sara.

COMENTÁRIOS

Os comentários são de responsabilidade exclusiva de seus autores e não representam a opinião deste site. Se achar algo que viole os termos de uso, denuncie. Leia as perguntas mais frequentes para saber o que é impróprio ou ilegal.