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18 de novembro de 2021
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Priscilla Peixoto – Da Revista Cenarium

MANAUS – Com intuito de oferecer atendimento jurídico focada em diversos tipos de discriminação e as implicações contidas tanto no âmbito legal, social na imagem de empresas e organizações. As advogadas Ana Carolina Amaral, Laila Alencar, Luciana Santos e Rhaiza Oliveira lançam a “Odaras” uma consultoria especializada em direito antidiscriminatório.

“Há essa necessidade no Estado. Nosso Amazonas não tem nenhum escritório ou empresa que ofereça esse tipo de consultoria e sabemos que é necessário, temos constantes exemplos em nosso cotidiano”, diz Luciana afirmando que a iniciativa partiu das próprias experiências enquanto mulheres, profissionais, negras, e engajadas em causas sociais.

De acordo com a advogada, o serviço pioneiro no Estado atende empresas, indústrias e instituições públicas serviço de assessoria e cursos voltados às questões étnico-raciais e de gênero. Além das consultorias, o quarteto jurídico também vai oferecer capacitação ao empresariado local e órgãos públicos sobre como trabalhar a questão racial e de gênero com seus colaboradores e clientes.

“Sabemos que nestes ambientes acontecem casos de discriminação e até por isso o conceito de racismo institucional e é partindo desta percepção que a consultoria vem auxiliar. Futuramente teremos cursos sobre essas temáticas e treinamentos”, diz Luciana.

O serviço é pioneiro no Estado do Amazonas. (Reprodução/ Instagram)

Ponto de reflexão

Na leitura da advogada e atual presidente da Comissão de Igualdade Racional (Coir), da OAB/AM, Ana Carolina Amaral, a Odaras pode ser considerada o fruto de uma inquietação de mulheres amazônicas que acompanham iniciativas semelhantes em outros Estados do País.

“Isso sempre foi um ponto de muita reflexão nossa. Indagar o porquê que isso não existia até então aqui no Estado. Temos um polo industrial, diversas empresas, é um mercado que é muito carente de visibilidade e equidade destas pautas de gênero, racial, LGBQTIA+, pessoas com deficiência. Por que que este diálogo tão urgente que já está acontecendo no Brasil inteiro ainda não chegou aqui?”, questiona Carolina.

Combate e desigualdade

A profissional acredita que o serviço, considerado por elas uma força, é uma ferramenta de transformação vinda das leituras, estudos, conhecimentos empíricos utilizada não só dentro do universo empresarial mas resultando em boas práticas e alertando para os efeitos “nefastos” da discriminação e do racismo estrutural e institucional em meio a sociedade civil e, principalmente, para a população negra.

“A gente precisa falar sobre isso e não é falar apenas por falar, mas tomar atitudes no sentido de transformar e combater efetivamente o racismo, pois não basta se dizer antirracista temos que efetivamente ser antirracista e o Odaras vem pra isso”, ressalta.

Impactos

Paras a advogadas Rhaiza Oliveira e Laila Alencar, a promoção de debates e iniciativas focadas ao Direito Antidiscriminatório, seja na esfera pública ou privada, gera a valoração e afirmação da importância da igualdade, liberdade e dignidade humana e evita prejuízos graves.

“A essência antirracista nas contratações, nas relações de trabalho e até mesmo nos conflitos existentes nos ambientes laborais é cada vez mais exigida. Nesse sentido, se faz necessária a busca pela orientação jurídica antidiscriminatória uma vez que o trabalho preventivo é a principal arma para evitar prejuízos devastadores às empresas que resistem em se adaptar às evoluções sociais”, explicam.

Aos que desejam dispor da consultoria, podem entrar em contato por meio do e-mail [email protected] ou pela rede social Instagram.