Agência de Águas declara situação crítica de escassez hídrica em bacia do Pantanal

(Foto: Agência Gov/Divulgação)
Davi Vittorazzi — Da Revista Cenarium

CUIABÁ (MT) — Em contraste com as enchentes do Rio Grande do Sul, a Região Hidrográfica do Paraguai, que fica no Pantanal de Mato Grosso e Mato Grosso do Sul, enfrenta uma seca severa. A situação crítica de escassez foi reconhecida pela Agência Nacional de Águas e Saneamento Básico (ANA) nessa segunda-feira, 13.

A resolução aprovada declara a situação de escassez até 31 de outubro deste ano, fim do período seco normal na bacia do Paraguai, que pode ser prorrogada ou suspensa, a depender da evolução climática.

Segundo a ANA, a decisão foi tomada considerando ao atual cenário da região e por manifestações Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) e o Serviço Geológico do Brasil (SGB), sobre a escassez hídrica estar mais agravada em comparação com anos anteriores.

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Em abril deste ano, o nível do rio Paraguai alcançou o seu registro histórico mais baixo em várias estações de monitoramento ao longo de seu curso principal. A situação de escassez tem persistido desde o início deste ano na Região Hidrográfica do Paraguai.

O Pantanal é o bioma com a maior área úmida do mundo e tem mais 210 mil quilômetros quadrados (km²), sendo que 138 mil estão nos Estados de Mato Grosso e Mato Grosso do Sul. A área equivale a 15 milhões de campos de futebol. Todos os anos, o bioma sofre, em épocas de seca, com os incêndios florestais, que atingem a fauna e a flora.

Rio Paraguai em Cáceres (Éder Correia Salomão/Flickr)

Com o reconhecimento de situação crítica de escassez, o órgão pretende intensificar os processos de monitoramento hidrológico da Região Hidrográfica do Paraguai e identificar os impactos sobre usos da água. A Agência também pode propor medidas de prevenção e mitigação dos impactos em articulação outros setores. Uma Sala de Crise do Alto Paraguai foi instalada pela ANA como forma de compartilhar informações e auxiliar na tomada de decisões.

Impactos na zona urbana

A forte seca no Pantanal pode gerar impactos nas populações que vivem nas regiões urbanas próximas. Conforme a ANA, a situação desfavorável pode resultar em impactos aos usos da água, sobretudo em captações para abastecimento de água, em especial em cidades como Cuiabá e Corumbá (MS).

Além dos desabastecimentos nas cidades, a seca pode prejudicar a navegação dos rios, aproveitamentos hidrelétricos a fio d’água, além de atividades de pesca, turismo e lazer da região.

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Editado por Aldizangela Brito
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