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28 de novembro de 2021
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Com informações do Infoglobo

RIO — O presidente Jair Bolsonaro integra uma lista restrita de líderes mundiais que já tiveram postagens removidas ou contas suspensas pelas grandes plataformas de redes sociais nos últimos anos. Levantamento feito pelo GLOBO identificou apenas outros quatro políticos alvos de restrições, no momento em que ocupavam cargos de comando, por violarem as políticas das principais redes. A maioria disseminou mensagens falsas sobre a Covid-19 e recebeu a punição após a atualização de políticas das plataformas sobre o tema.

A penalidade mais severa foi aplicada ao ex-presidente dos EUA Donald Trump em janeiro, quando ocupava a Casa Branca. Após a invasão do Congresso americano, Twitter, Facebook e Instagram baniram os perfis do republicano. Já o YouTube aplicou uma suspensão proibindo novas postagens.

Antes disso, postagens de Trump já haviam sido excluídas ou sinalizadas como falsas ao longo de 2020 por disseminar desinformação sobre a Covid-19, o processo eleitoral americano e por “enaltecimento à violência” durante os protestos pela morte de George Floyd, jovem negro assassinado por policiais brancos em maio do ano passado.

O presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, também já teve publicações excluídas, por motivos similares aos de Bolsonaro. Em março de 2020, o Twitter apagou uma postagem em que o presidente recomendou uma cura caseira contra a Covid-19.

Em março deste ano, foi a vez de o Facebook bloquear por 30 dias a página de Maduro por “reiteradas violações” da política sobre desinformação relacionada à pandemia. O perfil foi impedido de publicar mensagens ou fazer comentários por um mês. A medida foi adotada após a remoção de um vídeo sobre o Carvativir, remédio sem eficácia comprovada contra a doença, promovido por Maduro como “gotinhas milagrosas” para tratar o coronavírus.

Outro reincidente no que diz respeito ao descumprimento de regras das plataformas é o líder supremo do Irã, o aiatolá Ali Khamenei. Em janeiro, uma de suas contas no Twitter foi suspensa após uma publicação com ameaças a Donald Trump. No mesmo mês, outra postagem foi removida. No texto, o líder supremo anunciou a proibição de importar vacinas contra a Covid-19 fabricadas nos Estados Unidos e no Reino Unido e lançou dúvidas sobre sua eficácia.

Já o presidente da Nigéria, Muhammadu Buhari, foi alvo de remoção de conteúdo no Twitter. A plataforma excluiu uma postagem em que ele ameaçou um grupo separatista no Sudeste da Nigéria. A rede entendeu que o presidente violou suas regras.

O mandatário fez referência à Guerra de Biafra, que deixou três milhões de mortos nas décadas de 1960 e 1970, para enviar um recado aos responsáveis por uma onda de violência na região. “Muitos daqueles que se comportam mal hoje são muito jovens para estarem cientes da destruição e perda de vidas que ocorreram durante a Guerra Civil da Nigéria. Aqueles de nós que ficaram nos campos por 30 meses, que passaram pela guerra, vão tratá-los na língua que eles entendam”, escreveu.