31 de outubro de 2020

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Bruno Pacheco – Da Revista Cenarium

MANAUS – Em mais uma tentativa de politizar a pandemia, o deputado Dermílson Chagas (Podemos) realiza amanhã, dia 24 de setembro, uma audiência pública híbrida para tratar do retorno às aulas na rede pública do Amazonas. Aliado de Amazonino Mendes, Chagas convidou representantes sindicais e categorias com interesse na suspensão das aulas.

Dados da Fundação de Vigilância em Saúde (FVS), órgão responsável por compilar e dar publicidade às informações sobre a pandemia do novo coronavírus no Estado, e que vem acompanhando de perto a situação dos profissionais da Seduc (Secretaria de Educação e Desporto do Estado), afastados para o tratamento da Covid-19, mostram que eles têm sido minoria na estatística.

Com as medidas de segurança adotadas pelo Governo do Estado para conter a proliferação do vírus em ambiente escolar, como a testagem de todos os profissionais da educação, o risco de surtos de contágio dentro das escolas tem sido descartado até agora.

Segundo a FVS, o acompanhamento de profissionais da educação tem sido feito através de comissão, que atua com a vigilância ativa, afastando por sete dias para investigação os que apresentarem na testagem os anticorpos IgG (já recuperados) e por 14 dias, os que tiverem IgM positivo (ainda em período de transmissão). O retorno às escolas só tem ocorrido após o fim da transmissibilidade.

Além do Amazonas, outros estados brasileiros já anunciaram a volta às aulas, medida que foi recomendada pela Organização Mundial da Saúde (OMS). A instituição criou um manual com as medidas a serem seguidas para evitar a contaminação de alunos e professores.

No último dia 14, a OMS publicou uma atualização do guia sobre a reabertura de escolas e afirmou que a retomada das aulas presenciais não agravou a pandemia do novo coronavírus.

O guia foi construído em parceria com a Unicef (Fundo das Nações Unidas para a Infância) e com a Unesco (Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e Cultura).

No Amazonas, a Seduc implantou um protocolo que inclui, entre outras práticas, a distribuição de máscaras e o uso de álcool gel 70% antisséptico por alunos profissionais.

Todas as escolas foram fiscalizadas pela FVS após a adaptação, que também incluiu o distanciamento social em salas de aula e a compra de insumos para higienização, como lavagem das mãos.

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