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18 de janeiro de 2022
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Com informações da Agência Brasil

CABUL (AFEGANISTÃO) – Diante da execução de civis no Afeganistão, sob o poder do movimento Talibã e as restrições aos direitos das mulheres, a alta comissária das Nações Unidas para os Direitos Humanos defende a criação de um mecanismo da ONU para acompanhar de perto a situação no País. A União Europeia anunciou o aumento da ajuda humanitária.

Michelle Bachelet considera urgente vigiar as ações dos talibãs no Afeganistão. A alta comissária confirmou hoje, 24, em Genebra que já há relatórios credíveis que apontam para civis e soldados executados pelo grupo fundamentalista islâmico.

Também ouvido em Genebra, o embaixador afegão nas Nações Unidas, nomeado pelo governo deposto, denunciou que milhões de pessoas vivem com medo sob o regime talibã e temem pela própria vida.

O diplomata destaca que está em curso uma crise humanitária no Afeganistão e pede a criação de um amplo governo que inclua todos os grupos étnicos do País e as mulheres.

União Europeia

A verba disponível para ação humanitária no Afeganistão vai passar dos 50 milhões para mais de 200 milhões de euros, anunciou a presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, no Twitter. 

O fluxo de dinheiro, no entanto, fica dependente do respeito pelos direitos humanos no País, principalmente das mulheres e crianças.

Uma reunião do G7 ocorre nesta terça-feira. Os líderes dos países mais industrializados do mundo vão debater a relação futura com o movimento talibã e o acolhimento de refugiados do Afeganistão.

Hoje, o movimento talibã nomeou um novo ministro das finanças para o País, que vai assumir também a pasta da Administração Interna, de forma provisória.