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16 de novembro de 2021
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Com informações do Infoglobo

RIO DE JANEIRO – O aumento no preço das passagens de avião e a retomada da economia com o avanço da vacinação têm impulsionado a procura pelas viagens de ônibus Brasil afora. A expectativa do setor é que até dezembro deste ano sejam vendidos 3,1 milhões de bilhetes rodoviários, mais que os 2,7 milhões comercializados em 2019, antes da pandemia, segundo projeções da Associação Brasileira das Empresas de Transporte Terrestre de Passageiros (Abrati). A maior procura, porém, deve levar ao aumento dos preços.

Segundo as empresas, a demanda tem sido influenciada sobretudo pelo turismo interno, pois vários países ainda mantêm restrições. Para a Abrati, o feriado de 12 de outubro comprovou a maior procura nas viagens de ônibus no País: o número de embarques aumentou 30% em relação ao Sete de Setembro. As regiões Norte e Nordeste, diz Letícia Pineschi, diretora e conselheira da Abrati, já ultrapassaram o período pré-pandemia:

“O resto do País vai chegar ao patamar de 2019 no início de dezembro. Há uma tendência de troca do avião pelo ônibus por conta dos preços altos das passagens. No setor rodoviário, as empresas estão segurando grande parte dos custos, como os preços do diesel e do pneu. Apesar do aumento no número da venda de passagens, as receitas das empresas ainda não vão se recuperar neste ano”, relatou.

Procura crescente

O empresário Marcelo Resende, sócio da Mei Mineiro, que vende produtos típicos de Minas Gerais na Cadeg, usa a linha Rio-Belo Horizonte regularmente para visitar a família e também a trabalho. Segundo ele, a maior vantagem é o custo:

“É metade do preço, e o tempo é apenas um pouco maior que se fosse de avião. Então, vale a pena. Além disso, tenho optado em comprar passagens de leito, para ter um conforto maior. Até agora os preços não subiram, e a ocupação é sempre um pouco mais da metade. Vamos ver como vai ficar daqui para frente”, conta Resende.

Dados da ClickBus, site que comercializa passagens de diferentes empresas, mostram que o preço médio no primeiro semestre deste ano ficou em R$ 86, pouco acima dos R$ 84 do segundo semestre de 2020, mas abaixo dos R$ 93 do primeiro semestre do ano passado.

Para Phillip Klien, presidente da ClickBus, os preços das passagens de ônibus tendem a subir por conta da demanda maior e do aumento dos preços em geral. No setor aéreo, a alta supera 60%, conforme o IBGE. Só o querosene de aviação teve aumento de 91,7% no segundo trimestre deste ano ante 2020, segundo a associação do setor, a Abear.

“A procura por passagens de ônibus começou a ganhar força em julho. Em outubro, a taxa de ocupação chegou a 83%, a maior desde o início da pandemia. A meta é fechar o ano com alta de 50% em relação ao ano passado e avanço entre 10% e 15% ante 2019. Há demanda reprimida, as passagens aéreas estão mais caras e as rotas curtas de ônibus estão crescendo, pois o brasileiro está voltando a viajar”, diz Klien, ressaltando que a empresa tem hoje 70% das rotas que tinha em 2019.

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