Amazônia de Pé: campanha promove coleta de assinaturas por nova lei para combater o desmatamento

Bruno Pacheco – Da Revista Cenarium

MANAUS — A Organização Não Governamental Nossas (ONG Nossas) lançou, na quarta-feira, 11, a campanha “Amazônia de Pé”, que promove uma coleta de assinaturas para um Projeto de Lei, de iniciativa popular (Plip), para cobrar o governo federal pela proteção das florestas públicas não destinadas. A meta é reunir 1,5 milhão de assinaturas para apresentar a iniciativa ao Congresso Nacional em 2023, quando há renovação de políticos após ano eleitoral.

“Nós somos a última geração que pode salvar a Amazônia. Essa campanha precisa de milhões de pessoas, precisa contar com a assinatura de 1,5 milhão de pessoas. Começamos essa jornada que só vai ser possível com muitas pessoas engajadas por essa causa que a gente acredita e luta”, declarou Karina Penha, coordenadora de mobilização da campanha Amazônia de Pé.

“Essa causa é de todos nós e a nossa luta é pela vida”

Karina Penha

De acordo com a ONG, o Projeto de Lei Amazônia de Pé é uma iniciativa popular que destina os quase 50 milhões de hectares de florestas públicas na Amazônia para proteção dos povos indígenas, quilombolas e Unidades de Conservação.

“Todos nós, juntos, precisamos construir a maior mobilização em defesa da Amazônia que esse país já viu. Assim, não restará dúvida ao novo Congresso: proteger a Amazônia é uma prioridade dos brasileiros. Faremos a Amazônia virar prioridade!”, destaca a ONG.

Para assinar a campanha, é preciso se cadastrar no site da ONG e fornecer todos os dados solicitados pelo movimento. Ao fazer parte da iniciativa, o interessado se soma ao movimento e se torna coautor do projeto. Mais informações no link: https://amazoniadepe.org.br/.

Amazônia desmatada

Palco de desmatamento expressivo, a Amazônia registrou, somente em abril deste ano, 1.197 quilômetros quadrados de destruição, 185 quilômetros quadrados a mais do que a estimativa dos alertas de desmatamento do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe). Os dados são do Instituto do Homem e Meio Ambiente da Amazônia (Imazon).

Segundo o estudo, a devastação foi o equivalente à área da capital do Rio de JaneiroAlém disso, abril atingiu a pior marca para o período em 15 anos, desde que o Imazon iniciou o monitoramento com imagens de satélite, em 2008

Pare se ter uma ideia do quão expressivo é o aumento, em abril de 2008, foram devastados 156 quilômetros quadrados, ou seja, 1.041 quilômetros quadrados a menos. Quando a comparação considera o mês de abril de 2021, a elevação mais que dobrou: 54%.

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