Anvisa recebe pedido para uso da vacina Coronavac em crianças de 3 a 5 anos

Agência terá prazo de sete dias para analisar solicitação feita pelo Instituto Butantan (Mike Blake/Reuters)

Com informações da Folhapress

BRASÍLIA – A Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) recebeu do Instituto Butantan um pedido para a ampliação do uso da vacina Coronavac em crianças de 3 a 5 anos. A solicitação foi feita nessa sexta-feira, 11. A agência reguladora já aprovou o imunizante para crianças e adolescentes de 6 a 17 anos em janeiro deste ano.

Na ocasião, a Anvisa vetou a aplicação da vacina para o público de 3 a 5 anos ao entender que não existiam dados suficientes para autorizar o imunizante nessa faixa etária. Segundo a agência, o prazo de avaliação para esse novo pedido é de até sete dias úteis e começa a contar a partir da segunda-feira, 14.

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A agência disse ainda que a análise técnica será feita de forma rigorosa e com toda a cautela necessária para esse público. “No caso de vacinas para o público infantil, alguns dos principais pontos de atenção da Anvisa se referem aos dados de segurança e eventos adversos identificados, ajuste de dosagem da vacina, fatores específicos dos organismos das crianças em fase de desenvolvimento, entre outros”, disse, em nota.

O imunizante fabricado pelo Butantan está autorizado para uso emergencial no Brasil desde 17 de janeiro de 2021 para pessoas a partir de 18 anos. Esse é o terceiro pedido feito pelo Instituto Butantan para imunizar crianças. O primeiro, apresentado em julho, foi avaliado pela agência reguladora e negado por causa da limitação de dados dos estudos apresentados. O segundo aprovou a vacina em crianças e adolescentes de 6 a 17 anos.

A Anvisa autorizou, em 16 de dezembro, o uso da vacina da Pfizer para imunizar crianças de 5 a 11 anos. No dia 5 de janeiro, o Ministério da Saúde anunciou que crianças receberiam a vacina sem a necessidade de apresentação de prescrição médica. A campanha de vacinação foi aberta em 14 de janeiro em São Paulo. O primeiro imunizado foi Davi Seremramiwe Xavante, um menino indígena de 8 anos.

A vacinação de crianças e adolescentes é tema sensível no governo Jair Bolsonaro (PL), que chegou a distorcer dados e desestimular a imunização dos mais jovens. Ele chegou a ameaçar expor nomes dos servidores da Anvisa que aprovaram o uso de vacinas da Pfizer em crianças. O Ministério da Saúde adquiriu 10 milhões de doses da Coronavac com o Instituto Butantan para vacinar o público infantil.

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