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3 de dezembro de 2021
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Por Paula Litaiff – Opinião

MANAUS – A decisão do presidente Jair Bolsonaro (sem partido) de, a priori, ignorar o pedido de intervenção federal da Assembleia Legislativa do Amazonas (ALE-AM) no sistema de Saúde do Estado, mostra total falta sintonia do Planalto com os aliados do presidente no Estado e desmoraliza os deputados.

Segundo o jornal Folha de S. Paulo, o ministro chefe da Secretaria de Governo, Luiz Eduardo Ramos, ligou para o governador Wilson Lima (PSC) e questionou a necessidade de mandar as equipes, já esgotadas de trabalho, do Ministério da Saúde para acompanhar as ações da Secretaria de Estado de Saúde (Susam).

Ao receber a negativa de Wilson Lima, Luiz Eduardo Ramos orientou o presidente a desconsiderar o pedido dos 13 deputados que queriam a intervenção, o que foi acatado por Bolsonaro. A aprovação foi aprovada na ALE-AM em 20 de abril, encaminhada no dia seguinte e no dia 22 de abril, o Planalto decidiu.

Nos bastidores da ALE-AM, havia a certeza de que Jair Bolsonaro homologaria a decisão dos deputados, mediante a intermediação de um amigo próximo do presidente, coronel Alfredo Menezes, superintendente da Zona Franca de Manaus (Suframa).

Buscavam a intervenção do governo federal na Saúde os deputados Wilker Barreto, Adjuto Afonso (PDT), Josué Neto (PRTB), Abdala Fraxe (Podemos), Belarmino Lins (PP), delegado Péricles (PSL), Dermilson Chagas, Felipe Souza (Patriota), Fausto Jr (PV), João Luiz (Republicanos), Mayara Pinheiro (PP), Serafim Corrêa (PSB) e Sinésio Campos (PT).

Entre políticos e gestores públicos, chamou a atenção que pelo a metade da bancada da Assembleia Legislativa do Estado acompanha a crise no sistema de Saúde do Amazonas, há pelo menos duas legislaturas, e nunca se viu uma proposta concreta de interferência federal.

O pedido da intervenção veio com a pandemia do Coronavírus, infecção causada pela Covid-19, que chegou ao Amazonas, no início deste ano, e gerou colapso o sistema de Saúde de estados do Brasil e de outros países, inclusive, os desenvolvidos.