25 de outubro de 2020

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Luciana Bezerra — Da Revista Cenarium

MANAUS — Nesta sexta-feira, 18, o governador do Amazonas, Wilson Lima (PSC), lançou o “Amazone-se”, programa de retomada das atividades turísticas no Estado para impulsionar a economia e o turismo no Amazonas. A Pesca Esportiva será a primeira iniciativa do programa, que começará pelo município de Barcelos (a 401 quilômetros de Manaus).

O setor de Pesca Esportiva atrai milhares de turistas nacionais e internacionais para o Amazonas, todos os anos (Reprodução/Internet)

De acordo com Wilson Lima, o setor de turismo foi um dos mais afetados durante a pandemia de Coronavírus, em todo o mundo. “Estamos lançando a retomada das atividades, começando pela Pesca Esportiva da Calha do Rio Negro que — no período de outubro a fevereiro —, movimenta, todos os anos, em torno de R$ 80 milhões e, Barcelos é o município que serve como base de peso desta atividade”, ressalta.

Wilson Lima disse ainda que está em negociação com o Governo Federal para que seja implantado um Centro de Atendimento ao Turista, no Aeroporto Internacional Eduardo Gomes, para auxiliar os turistas que desembarcam em Manaus com destino a diversas regiões do Estado ou da cidade.

Outro ponto importante destacado pelo governador do Amazonas foi o pedido de ajuda ao presidente da Embratur, Gilson Machado, para que ele possa intervir junto à Embaixada Americana para que aquele País retire o Brasil da lista de países com maior risco de propagação da Covid-19 e possa reestabelecer o trânsito de passageiros entre o Brasil e os Estados Unidos, começando pelo Amazonas. Segundo Wilson Lima, o Amazonas está mais perto de Miami do que outros Estados brasileiros como Rio de Janeiro, São Paulo e outros municípios do Sul e Sudeste.

Dados do setor

Segundo a pesquisa “Ambiente de Negócios do Turismo no Amazonas”, realizada pela Empresa Estadual de Turismo (Amazonastur), 86,32% das empresas do mercado turístico do Estado tiveram diminuição de faturamento por conta da pandemia e 86,32% registraram redução do número de clientes.  

“Vivemos um momento atípico, mas isso vai passar e o Amazonas tem que continuar na cabeça dos turistas e dos operadores. As pessoas estão ávidas por viajar. Nosso destino é seguro, de pouca aglomeração e ao ar livre, ou seja, temos todas as condições para nos tornarmos um destino competitivo e ultrapassarmos a média de 600 mil turistas por ano. Precisamos convencer as pessoas a virem para cá vivenciar essa experiência maravilhosa que é navegar pelos nossos rios e caminhar na floresta”, disse a presidente da Amazonastur, Roselene Medeiros.

Segunda onda de Covid-19 no Amazonas

Durante o lançamento do “Amazone-se”, o governador Wilson Lima descartou uma segunda onda de Covid-19 no Amazonas. Segundo ele, o Amazonas foi o primeiro Estado a sofrer com a pandemia. “Tivemos dias muito difíceis. Mas também estamos sendo o primeiro Estado brasileiro a se livrar da ‘pandemia e da Covi-19’. O povo do Amazonas tem dado um exemplo muito claro de como combater a doença e se prevenir”.

Wilson Lima ressaltou também que o Amazonas foi o primeiro Estado a retomar as aulas do ensino médio nas escolas públicas. E, adiantou, nesta sexta-feira, 18, que nos próximos dias [provavelmente no início de outubro], as aulas do ensino fundamental na rede pública serão reiniciadas. “Nesse processo, tem muita gente incomodada. Mas tem uns poucos que ficam torcendo que o Amazonas tenha uma segunda onda de Covid-19. Infelizmente são pessoas que não estão preocupadas com o desenvolvimento da nossa região que ainda padece com a pandemia”, finalizou.

Dados da FVS

A Fundação de Vigilância em Saúde do Amazonas (FVS-AM) esclarece que, apesar da substancial queda no número de casos, internações e óbitos no Estado até o fim de agosto, o Amazonas ainda permanece com circulação viral de Covid-19 na capital e no interior, ou seja, o Estado continua em pandemia.

Atualmente, de acordo com a FVS-AM, há uma taxa de ocupação de 47,4% nos leitos de UTI e 46% dos leitos clínicos destinados à Covid-19 na rede pública, e 72,8% dos leitos de UTI e 67% de leitos clínicos na rede privada. Os dados de notificação registram um aumento da ocupação em 6% nos leitos públicos de UTI e 10% nos leitos privados. Nos leitos clínicos, houve um crescimento de 20% de ocupação na rede pública e 30% na rede privada.

Essa desaceleração na queda de casos e aumento de internações é reflexo das aglomerações, cada vez mais frequentes, ocasionadas por uma parcela significativa da população que não adotou e, cada vez mais, está abandonando as medidas não farmacológicas preconizadas (como distanciamento social, não aglomeração, uso constante de máscara e lavagem frequente das mãos).

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