Aos 82 anos, morre Paulo Diniz, cantor de ‘Pingos de amor’ e ‘Quero voltar para a Bahia’

Com informações do Infoglobo

RIO DE JANEIRO – Sucesso nos anos 1970 com canções como “Pingos de amor” (regravada pelo Kid Abelha), “Quero voltar para a Bahia” (sucesso também com Daniela Mercury) e “Um chopp pra distrair” (cantada ainda por Emílio Santiago), o cantor e compositor pernambucano Paulo Diniz morreu, aos 82 anos. A informação foi divulgada na manhã desta quarta-feira, 22, por Geraldo Freire, comunicador da Rádio Jornal. A causa da morte ainda não foi informada.

Nos anos 1980, o cantor chegou a interromper a carreira artística por conta de uma esquistossomose contraída em um banho de rio, no interior de Minas Gerais. A doença demorou a se manifestar e quase o deixou paralisado. Recuperado, Paulo Diniz retomou a carreira nos anos 2000, em cadeira de rodas, quando já tinha residência fixa no Recife.

Em dezembro de 2019, Paulo Diniz voltou aos estúdios para gravar “A música da minha vida”, parceria com o percussionista Jam da Silva.

Nascido na cidade de Pesqueira, o cantor iniciou a carreira artística trabalhando como crooner e baterista de cabarés. Em Recife, atuou como ator e locutor na Rádio Jornal do Comércio, e, no fim da década de 1950, mudou para o Ceará a fim de trabalhar como ator. Em 1964, transferiu-se para o Rio de Janeiro, onde foi trabalhar como locutor na Rádio Tupi e, mais tarde, enveredou pela Jovem Guarda.

Em 1967, Paulo Diniz foi morar no Solar da Fossa, onde conviveu com futuros astros da música brasileira, como Paulinho da Viola e Caetano Veloso. Mais tarde, lançou os LPs “Brasil, brasa, brasileiro” e “Quero voltar pra Bahia”, que além da faixa-título (inspirada em cartas que Caetano escrevia do exílio para o jornal “O Pasquim”) trazia “Um chope pra distrair” e “Ponha um arco-íris na sua moringa”, clássico da música do desbunde hippie.

Em 1974, o cantor fez sucesso com a gravação de “E agora, José?”, poema de Carlos Drummond de Andrade, musicado por ele. Em 1976, Diniz repetiu a dose com “Vou me embora pra Pasárgada”, de Manuel Bandeira. Em 1978 lançou o LP “É marca ferrada”, do qual se destacaram “Me leva morena”, (parceria com Marconi Norato e Juhareiz Correya) e “Severina Cooper (It’s not mole não)” (de Accioly Neto).

Vice-governadora de Pernambuco, Luciana Santos lamentou, no Twitter, a morte do músico: “Esse querido pernambucano escreveu uma das músicas mais belas e conhecidas do nosso cancioneiro. ‘Pingos de amor’ atravessa gerações, mas não foi a única composição genial da sua lavra”.

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