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25 de setembro de 2021
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Com informações do O Globo

BRASÍLIA –  Apoiadores do presidente Jair Bolsonaro (sem partido) fazem neste domingo manifestações pelo voto impresso em ao menos três capitais do país: Rio, Brasília e Belo Horizonte. Na capital fluminense, os manifestantes ocuparam a orla da praia de Copacabana e chegaram a interditar a rua Miguel Lemos na altura da avenida Nossa Senhora de Copacabana. A adesão também foi grande em Brasília, onde aliados do presidente compareceram ao ato.

Na capital federal, o ex-ministro das Relações Exteriores Ernesto Araújo, demitido em meio a pressões do Congresso, participa do ato, que também conta com a presença da deputada federal Bia Kicis (PSL-DF), presidente da Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) da Câmara e autora da Proposta de Emenda à Constituição (PEC) que tramita na Câmara para a impressão de um comprovante do voto nas eleições. A pauta defendida pelo por Bolsonaro.

Muito celebrado pelos presentes, que fizeram fila para tirar foto, o ex-chanceler afirmou que a pauta é “fundamental” e que a presença da população nas ruas é necessária para convencer o Congresso a aprovar a PEC do voto impresso.

“Pauta absolutamente fundamental. Acho que o povo tem que confiar na integridade do voto. Não tem porque não proporcionar o povo essa confiança na integridade do voto. Claro que é necessária a presença na rua”, disse Araújo, em conversa com a imprensa durante o protesto.

Em maio, em uma série de publicações no Twitter, o ex-ministro afirmou que o governo virou uma “administração tecnocrática sem alma nem ideal”.

Em Brasília, a manifestação deste domingo é realizada na Esplanada dos Ministérios. Já no Rio, o ato acontece no posto 5 da praia de Copacabana, zona Sul da cidade, e tem a presença do deputado bolsonarista Helio Lopes (PSL-RJ). A Policia Militar, a Guarda Municipal e agentes da CET-Rio estão no local. Em BH, a manifestação é feita na Praça da Liberdade.

Kicis afirmou que ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) e do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) não receberam “voto de ninguém” e não podem decidir como será a apuração de votos.

“Respeita o povo, ministro do Supremo e do TSE. Não recebeu voto de ninguém. Não tem que decidir como vai ser a apuração”, discursou.

A campanha pelo voto impresso é puxada por Bolsonaro, que vem questionando, sem provas, a lisura do processo eleitoral brasileiro. O presidente e seus aliados alegam que voto atualmente não é auditável e pode ser alvo de fraudes.

No entanto, desde a implementação da urna eletrônica, no entanto, não há provas de fraudes nas eleições brasileiras. Tais declarações também são rebatidas por especialistas eleitorais ouvidos pelo GLOBO. Quando o eleitor dá seu voto na urna eletrônica, ele passa por uma certificação digital em um sistema avaliado publicamente antes mesmo da votação.

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