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26 de janeiro de 2022
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Com informações do Infoglobo

JACARTA – Uma análise de DNA feita em um esqueleto de uma jovem que viveu há mais de 7 mil anos na Indonésia revelou uma linhagem humana até então desconhecida. O material genético foi recuperado a partir de um osso localizado no crânio encontrado em uma caverna na ilha de Sulawesi, em 2015. A descoberta foi divulgada em estudo publicado, na quarta-feira, 26, na revista científica Nature.

A nova linhagem humana teria vivido na Grande Austrália —  um território que unia o que atualmente é a Austrália com a Nova Guiné. A mulher seria descendente da primeira onda de humanos modernos a entrar na Wallacea, local que teria sido usado para fazer a travessia da Eurásia em direção ao continente australiano há mais de 50 mil anos. Ela provavelmente pertencia a um grupo separado de origem asiática e é a primeira vez que a ligação entre as duas regiões é estabelecida.

“Nós descobrimos o primeiro DNA humano na região insular entre a Ásia e a Austrália, fornecendo uma nova visão sobre a diversidade genética e a história da população dos primeiros humanos modernos nesta parte pouco conhecida do mundo”, explicou à CNN o coautor do estudo, Adam Brumm, professor de arqueologia no Centro de Pesquisa Australiano para Evolução Humana da Griffith University.

A partir dos novos dados, os pesquisadores acreditam que esse grupo asiático chegou à região após a colonização da Grande Austrália, uma vez que o genoma dos indígenas modernos australianos compartilha ancestralidade com o grupo de humanos modernos, mas não com o grupo asiático.

“Anteriormente, pensava-se que a primeira vez que pessoas com genes asiáticos entraram na Wallacea foi há cerca de 3.500 anos, quando agricultores de língua austronésica do Neolítico Taiwan invadiram as Filipinas e entraram na Indonésia. Isso sugere que pode ter havido um grupo distinto de humanos modernos nesta região que nós realmente não tínhamos ideia até agora, já que os sítios arqueológicos são raros em Wallacea e os restos de esqueletos antigos mais ainda”, ressaltou Brumm.