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19 de outubro de 2021
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Luís Henrique Oliveira – Da Revista Cenarium*

MANAUS – “Tem hospital de campanha perto de você, hospital público, arranja uma maneira de entrar e filmar”. A declaração clara incitando apoiadores de extrema direita a invadirem hospitais durante o período da pandemia para conseguir provas sobre gastos e sua ocupação levou o procurador-geral da República, Augusto Aras, a determinar abertura de investigação contra os responsáveis por promover invasões.

A informações foi divulgada com exclusividade pela coluna RADAR da revista Veja neste domingo, 14. Segundo a publicação, o procedimento ordena aos procuradores-gerais de Justiça que reúnam elementos sobre episódios ocorridos nos estados para responsabilização de políticos e outras pessoas que tenham promovido desordem ao entrar em unidades de saúde.

“Muita gente está fazendo isso [entrando em hospitais] e mais gente tem que fazer para mostrar se os leitos estão ocupados ou não, se os gastos são compatíveis ou não. Isso nos ajuda”, disse Bolsonaro em live ao defender ação de militantes.

Nesta manhã, pelo Twitter, o ministro Gilmar Mendes, do Supremo Tribunal Federal (STF), afirmou que invadir e estimular invasões de hospitais é crime e cobrou uma ação do Ministério Público contra essas atitudes. “Invadir hospitais é crime – estimular também. É vergonhoso –para não dizer ridículo– que agentes públicos se prestem a alimentar teorias da conspiração, colocando em risco a saúde pública”, disse.

O caso

Invasões com a finalidade de “fiscalizar” os trabalhos nas unidades geridos com dinheiro público, tomou grandes proporções nos últimos dias e até desastrosos resultados, como no dia 5 de junho, quando um grupo de cinco deputados estaduais de São Paulo invadiu o Hospital de Campanha do Anhembi para realizar supostamente uma vistoria no local e o episódio terminou em tumulto.

Para se ter uma ideia, até equipamentos já foram destruídos por apoiadores de Bolsonaro, como no caso registrado na última sexta-feira, 12, quando pessoas de uma família invadiram um hospital no Rio de Janeiro.

Apesar das declarações, o presidente não é alvo do procedimento porque, na avaliação da PGR, a conduta de Bolsonaro não configuraria crime, segundo a publicação da Veja.