Participe do nosso grupo no Whatsapp Participe do nosso grupo no Telegram
19 de novembro de 2021
Ainda não é assinante
Cenarium? Assine já!
ASSINE
image/svg+xml

Thiago Fernando – Da Revista Cenarium

Após o Supremo Tribunal Federal (STF) dar publicidade ao vídeo da reunião ministerial realizada no dia 22 de abril, onde o presidente Jair Bolsonaro (sem partido) aparece falando palavras de baixo calão contra o prefeito de Manaus, Arthur Virgílio Neto (PSDB), o presidente será alvo de uma ação de queixa-crime na alta Corte.

A informação foi confirmada por Virgílio, que já havia se posicionado na última sexta-feira, 22, quando questionou o período em que Bolsonaro passou como parlamentar, afirmando que ele está ‘alheio aos deveres de seu cargo’.

“Ele estava há 27 anos no Congresso fazendo a mais velha das políticas, que era pregar a ditadura e se aproveitar da ingenuidade de familiares de alguns militares para bater panela e pedir aumento de salário, ele era um parlamentar inexpressivo. […] E hoje eu vejo um presidente alheio aos deveres básicos do seu cargo”, disse Arthur.

Além disso, o prefeito de Manaus ainda salientou não se assustar com esse tipo de comportamento, dado o baixo nível que o presidente já apresentou ter para conversar com as pessoas e comandar o País.

Os outros alvos de Bolsonaro na reunião foram os governadores de São Paulo, João Doria e do Rio de Janeiro, Wilson Witzel.

Episódio que se repete

Recentemente, o presidente Jair Bolsonaro, em exposição de um vídeo, chamou Arthur Neto de ‘vagabundo’ e teve seu exame de Covid-19 posto em suspeita pelo tucano.

“Não me surpreendi com os insultos do presidente Jair Bolsonaro por ele ser uma pessoa de baixo nível e que não tem a mais mínima condição de governar o Brasil. […] O presidente da República, em seu criminoso boicote ao isolamento social, em seu desprezo aos indígenas, em seu apreço a garimpeiros que poluem rios, sonegam impostos e invadem áreas indígenas, é claramente cúmplice de tantas mortes causadas pela Covid-19”, atacou.

Outro episódio de desavenças entre o prefeito de Manaus e o presidente foram os ataques de Bolsonaro ao pai de Arthur, Arthur Virgílio Filho, voz resistente à ditadura de 1964, cassado por ela em 1968, cuja memória foi atacada por Bolsonaro, na mesma reunião ministerial.