20 de setembro de 2020

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Vanessa Taveira – Da Revista Cenarium

MANAUS – Testes da vacina contra Covid-19, realizados pela Universidade de Oxford, em parceria com o laboratório AstraZeneca, retomaram nesta segunda-feira , 14, em todo o Brasil.

Conforme a Agência Brasil, no último sábado, 12, especialistas da Anvisa se reuniram para avaliar as informações recebidas da agência reguladora britânica (Medicines and Healthcare Products Regulatory Agency – MHRA), do Comitê Independente de Segurança do estudo clínico e da empresa patrocinadora do estudo, a AstraZeneca.

“Após avaliar os dados do evento adverso, sua causalidade e o conjunto de dados de segurança gerados no estudo, a agência concluiu que a relação benefício/risco se mantém favorável e, por isso, o estudo poderá ser retomado”, disse a agência em comunicado.

O cientista e doutorando do Programa de Biologia e Ecologia do Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia (Inpa), Lucas Ferrante, afirma que a retomada dos testes da vacina é de extrema importância, uma vez que “a vacina é crucial para a superação dessa pandemia, sem a vacina não iremos atingir essa superação, tendo em vista estarmos muito longe de uma imunidade de rebanho”, disse à REVISTA CENARIUM.

Nesse momento a prevenção e os testes de vacina caminham lado a lado e com importância igualáveis, Lucas Ferrante diz que “sem uma vacina para a imunização, a prevenção é que segura uma pandemia” e alerta a população a continuar com o uso de máscara, álcool em gel, o isolamento ou ao menos o distanciamento social, em casos de impossibilidade de ficar em casa”.

Em nota divulgada no sábado, 12, o “Ministério da Saúde reitera ainda que além da vacina da AstraZeneca também acompanha mais de 200 estudos em andamento. O objetivo é encontrar uma solução efetiva e segura para a cura e prevenção da Covid-19. Não serão economizados esforços para disponibilizar aos brasileiros, tão cedo quanto possível, uma vacina eficiente – em quantidade e qualidade para atender a população”.

Paralisação 

Na última terça-feira, 8, os testes da vacina de Oxford foram suspensos temporariamente após uma voluntária britânica ter tido reações adversas. A paralisação ocorreu em todo o mundo, inclusive no Brasil.

O jornal “The New York Times” informou que a paciente que sofreu efeitos adversos teve mielite transversa, uma síndrome inflamatória que afeta a medula espinhal.

No Brasil não houve relato de voluntários com reação adversa, conforme afirma Anvisa.

Dados

Segundo publicado no Radar Amazônico, além da vacina de Oxford, mais oito (8) estão na terceira fase de testagem em humanos, a última antes da liberação.

  • Janssen Pharmaceutical Companies (EUA)
  • Moderna/Instituto Nacional de Alergia e Doenças Infecciosas (EUA)
  • BioNtech/Fosum Pharma/Pfizer (Alemanha e EUA)
  • Sinovac (China)
  • Instituto de Produtos Biológicos de Wuhan/Sinopharm (China)
  • Instituto de Produtos Biológicos de Pequim/Sinopharm (China)
  • CanSino Biological Inc/ Instituto de Biotecnologia de Pequim (China)
  • Instituto de Pesquisa Gamaleya (Rússia)

De acordo com o Ministério da Saúde, o Brasil já tem 3.573.958 pessoas curadas da doença. No mundo, estima-se que pelo menos 17 milhões de pessoas diagnosticadas com Covid-19 já se recuperaram. O registro de pessoas curadas já representa mais da metade do total de casos acumulados (82,5%). As informações foram atualizadas às 18h deste domingo, 13.

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