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18 de janeiro de 2022
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Com informações do O Globo

LONDRES – Um dia depois de ter pedido desculpas em público por ter violado a quarentena vigente no País para se encontrar com uma amante, o ministro da Saúde britânico, Matt Hancock, renunciou ao cargo. Em fotos e vídeos divulgados na última sexta-feira, o agora ex-ministro é visto abraçando e beijando uma mulher, em seu escritório.

Os registros, publicados pelo jornal The Sun, levaram os partidos Trabalhista e Liberal Democrata, de oposição, a exigirem o afastamento de Hancock, de 42 anos.  “Eu aceito que violei regras de distanciamento social nesta circunstância. Eu desapontei as pessoas e sinto muito. Permaneço focado em trabalhar para tirar o País desta pandemia e seria grato se houvesse privacidade para minha família nesta questão pessoal”, declarou o ex-ministro, em comunicado oficial.

A mulher com quem Hancok foi flagrado é Gina Coladangelo, uma de suas principais assessoras. O ex-ministro é casado com Martha Hoyer Williams há 15 anos. Após o escândalo, o primeiro-ministro do País, Boris Johnson, aceitou o pedido de desculpas de Hancock e afirmou que o assunto estava encerrado. Mas a polêmica continuou crescendo. O prefeito de Londres, Sadiq Khan, afirmou que o episódio poderia fazer com que as pessoas se tornassem mais resistentes a seguir as medidas impostas contra o avanço da Covid-19 no País.

Neste sábado, o Reino Unido registrou 18.270 novos casos de coronavírus, maior número desde 5 de fevereiro. O País também confirmou 23 óbitos por Covid-19. O casos diários têm crescido há um mês, mas um rápido programa de vacinação parece ter quebrado a conexão entre infecções e mortes, uma vez que as fatalidades por dia seguem ao redor de 20.

Na última sexta-feira, 15.810 novos casos foram registrados. Os dados também mostraram que 83,7% dos adultos receberam uma primeira dose de vacina contra a doença e 61,2% duas.