29 de novembro de 2020

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Com informações do O Globo*

RIO — Pouco mais de 53 mil focos de incêndio da Amazônia em 14 meses ocorreram em áreas públicas sem destinação, vulneráveis a atividades ilegais de grileiros e especuladores de terra. O cálculo vem de uma nova ferramenta de dados do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe), que proporciona o cruzamento de informações sobre as queimadas no bioma segundo o tipo de desmatamento e sua inscrição no Cadastro Ambiental Rural (CAR).

O Inpe registrou 149.281 queimadas na Amazônia entre agosto de 2019 e setembro de 2020. Delas, 45,4% ocorreram em áreas de desmatamento recente — ou seja, praticado nos últimos dois anos — e 40,4% em regiões de desmatamento consolidado, cuja devastação é mais antiga.

— O fogo espontâneo é muito raro na Amazônia. Então, se há queimadas em um local sem proprietário cadastrado, é sinal de que alguém ocupou ilegalmente aquele território — explica Cláudio Almeida, coordenador do Programa de Monitoramento da Amazônia e Demais Biomas. — Os dados integrados sobre o incêndio florestal permitirão que o governo federal faça novas políticas públicas sobre o tema.

As áreas sem destinação concentram 35,7% dos focos de queimadas da Amazônia. O restante está em propriedades inscritas no CAR de porte pequeno (35,8%), médio (13,3%) ou grande (15,2%).

Segundo Paulo Moutinho, cientista sênior do Instituto de Pesquisa Ambiental da Amazônia (Ipam), o novo sistema do Inpe terá uma função crucial: separar os focos de queimadas autorizadas das ilegais, entre as cadastradas no CAR.

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