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22 de outubro de 2021
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Priscilla Peixoto – Da Cenarium

MANAUS – O artista plástico Arnaldo Garcez inicia, nesta sexta-feira, 8, uma temporada de exposição das obras intituladas “Reflexos do Cotidiano”. Ao todo, são 22 telas expostas no Centro de Atendimento ao Turista, localizado no Pavilhão Universal, na Praça Tenreiro Aranha, Centro de Manaus. O evento segue até o dia 27 deste mês, com acesso gratuito.

De acordo com Garcez, as pinturas em técnicas de acrílico, pigmentos minerais e tons quentes foram produzidas, especialmente, para o evento. As obras levam a uma reflexão sobre a pandemia e o isolamento social imposto durante este período.

“Neste trabalho, apesar de levar à reflexão sobre o tema, a única coisa que não cabe nele é, justamente, a solidão. A paleta de cores que usei é exatamente a tradução inversa de qualquer tristeza, mas passa essa inquietação social para que possamos viver de uma forma mais harmônica”, explica o artista.

Obra que compõe a série ” Reflexos do Cotidiano” (Reprodução/ Divulgação)

Exposição itinerante

Além da exposição “Reflexos do Cotidiano”, o artista plástico exibe de forma paralela outros quadros intitulados “Introspecção”. A exibição das pinturas será nos shoppings da cidade a partir do dia 15 de outubro até o dia 27 do mesmo mês.

“Esse projeto teve início em Uberlândia, interior de Minas Gerais, e tá bem bonita também, logo vocês poderão conferir de perto. Apesar dos temas diferentes, são exposições muito boas”, conta Garcez.

O trabalho leva a uma reflexão sobre o isolamento social imposto durante a pandemia (Reprodução/ Divulgação)

Perfil

Nascido em Manaus, em abril de 1957, Arnaldo Garcez se dedica ao mundo das artes e pintura há mais de 40 anos. Estudou desenho, pintura, escultura e gravura na Escola de Artes Visuais do Parque Lage, no Rio de Janeiro, lugar onde mora atualmente.

Durante a trajetória artística, Garcez realizou pesquisas na Alemanha. Em parceria com Fundação Nacional de Artes (Funarte), criou a oficina de arte educação “Urucum e Carvão como Elemento de Linguagem”. O projeto visa o desenvolvimento da criatividade e do desenho com materiais simples e de fácil acesso da população amazônica como o urucum, o carvão e sobras de bobinas de papel para impressão de jornal.

Ao todo, são 22 obras expostas até o dia 27 de outubro (Reprodução/ Divulgação)

Além disso, o artista plástico ministrou curso na Universidade do Acre, em Rio Branco, na Secretaria de Cultura de Rondônia, em Porto Velho, e na Universidade do Amazonas, em Manaus. Dinâmico e sempre buscando novas tendências, o profissional imprimiu sua arte em algumas produções globais.

O manauara foi, inclusive, o único artista brasileiro a participar do evento voltado para artes contemporâneas, realizado recentemente em Perugia, no Salão de Arte Contemporânea Stati D’Arte – edição 2019/2020, na Itália.