Artista comanda live musical com valorização da cultura amazônica

Jarleson Lima – Da Revista Cenarium

MANAUS – Ao ar livre e na companhia de amigos, o músico Celdo Braga realiza nesta segunda-feira, 3, a partir das 19h, uma live para relembrar os principais materiais artísticos dos 37 anos de carreira. Diretamente do Palácio Rio Negro, localizado na capital amazonense, a transmissão no YouTube reunirá obras que exaltam a sociedade e cultura da Amazônia.

A declamação de textos poéticos marcantes do autor, que pauta a vida da população do beiradão amazônico, geralmente esquecida pelo resto do Estado, será destaque.

Um dos poemas, “Filhos da Amazônia”, disserta sobre a emblemática “competição” entre os habitantes do Amazonas e Pará. Segundo Celdo, essa disputa não favorece nenhum dos lados: “Eu acho muito ruim isso, por sermos estados irmãos”, defendeu.

Em outro momento poético, a convidada Priscila Neves vai declamar “Maniva”, texto que faz referência ao arbusto da macaxeira e mandioca. A obra, assim como outras do artista, homenageia as belezas naturais da floresta e os povos tradicionais que nela vivem.

Raízes

Além de dedilhar dos versos, a apresentação do reportório musical que Celdo ajudou a construir nas passagens pelos grupos e projetos, dos quais fez parte. Serão cinco músicas relacionadas à lista do Raízes Caboclas, Imbaúba e o mais recente, Gaponga.

Imerso na mistura de ritmos do Norte, Braga faz questão de ressaltar a utilização de bioinstrumentos feitos por ele na execução das canções: “Hoje, o Gaponga explora de modo muito interessante os nossos bioinstrumentos. Já são mais de 60 instrumentos desenvolvidos por mim e por meu parceiro de grupo, João Paulo”, lembrou.

Com previsão 1 hora e 30 minutos de o público poderá interagir por meio de perguntas.

Quem é o artista

Para suas obras, Celdo se inspira nas raízes nortistas (Acervo pessoal)

Amazonense e natural do município de Benjamin Constant (a 1,118.91 quilômetros de Manaus), Celdo Braga se formou em letras pela Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul (PUC-RS). Nesse Estado, começou a mixar a música tradicional gaúcha com a amazonense.

Inspirado por suas raízes e membro da União Brasileira de Escritores, Celdo é autor de importantes obras: Cordel Verde, Entranhas do Mato e a própria Maniva que será declamada na live desta segunda-feira.

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