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7 de maio de 2021

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Priscilla Peixoto – Da Revista Cenarium

MANAUS – Visando a ajudar outras mulheres, um grupo de amigas advogadas, psicólogas, pedagogas, assistentes sociais e universitárias de Manaus e Napomuceno, interior de Minas Gerais, se uniram para formar a equipe da Associação Manas. A associação é um lugar de acolhimento psicológico emergencial para mulheres e meninas vítimas de violência doméstica e intrafamiliar, além de também dispor de orientação jurídica para as mulheres.

Os serviços do local são gratuitos e, segundo a presidente da Associação, Amanda Pinheiro, 35 anos, mesmo com sede em Manaus, os atendimentos são online e disponíveis para mulheres de todo Brasil e do exterior. A associação surgiu após a procura de mulheres por assistência, via mídia social, em junho do ano passado em meio à pandemia e ao isolamento social. O corpo técnico da associação é composto de cinco advogadas, cinco psicólogas, uma pedagoga e uma assistente social.

De acordo com Amanda, após tomar conhecimento da história de uma mulher, moradora de Nepomuceno, Estado de Minas Gerais, vítima de violência doméstica, ela passou a se engajar mais em causas ligadas ao combate da violência e abuso da mulher.

“Após conhecer a história dessa mulher, tomar algumas medidas necessárias e trazer ao conhecimento da sociedade o que estava acontecendo naquela cidade, várias outras vítimas na mesma cidade passaram a relatar suas histórias, demonstrando o descaso com que eram tratadas as mulheres vítimas de violência ali. Então, mulheres daquela comunidade mineira, consternadas com a situação que tomaram conhecimento a partir do primeiro caso, passaram a me procurar se voluntariando para ajudar no combate à violência ali”, conta a advogada.

Ela conta que a partir de então, vários pedidos de socorro chegavam por meio das mídias sociais e inclusive de brasileiras residindo no exterior. “Com a ajuda de outras iniciativas com comitês internacionais, pude oferecer ajuda e libertá-las de seus algozes, tomando as medidas cabíveis”, revela.

A Associação Manas também é parceira de outros projetos sociais voltados para mulheres (Reprodução/instragram)

A iniciativa cresceu

Com o passar do tempo, e com a constante militância em defesa das mulheres, a demanda dos pedidos de ajuda cresceu, foi quando Amanda percebeu a necessidade de se unir a outras mulheres engajadas em causas femininas para aumentar a qualidade do trabalho oferecido.

Atualmente a associação é  presidida por mim e, como vice-presidente, temos a Dra. Karla Jamilly Carvalho, também advogada de Manaus. A Associação possui profissionais maravilhosas que se importam em ouvir e que procuram atender a busca por ajuda daquelas que vivem uma dura realidade e passam por uma situação de abuso e traumas”, explica.

Atendimento e Parcerias

Os atendimentos podem ser realizados presencialmente ou online diariamente e se intensificam aos finais de semana que, de acordo com a advogada, é quando costuma aumentar o nível de tensão para quem vive um relacionamento abusivo/violento. As vítimas solicitam orientação e ajuda via mídia social da Associação ou WhatsApp.

Nas situações de emergências, por exemplo, mesmo a distancia, o socorro policial é acionado, caso seja necessário, e posteriormente a vítima preenche um questionário de risco e utiliza os serviços da associação mais adequado para cada caso.

“Já pudemos ajudar várias mulheres aqui em Manaus, inclusive evitar um crime de feminicídio de vítima que era espancada e mantida em cárcere, como também várias mulheres no Brasil e, até quatro brasileiras no exterior (duas na Alemanha, uma em Portugal e uma no Chile). Pelo Brasil afora nosso atendimento ocorre vias canais virtuais, via chamadas do videoconferência e nos atendimentos locais, presencialmente, inclusive já acompanhamos vítimas na delegacia, realização exame pericial e por aí vai”, conta a presidente.

A Associação Manas é parceira de outros projetos sociais como A Diz no Peito, que também oferece apoio psicológico a mulheres e meninas vítimas de violência, além do aplicativo Âmago, da qual Amanda, é embaixadora em Manaus.

De acordo com ela, a Âmago oferece gratuitamente para as mulheres um botão do pânico, dispositivo que, ao ser acionado, informa aos contatos pré-cadastrados pela mulher, quando ela está em perigo atualizando sua geolocalização a cada 60 segundos. Uma ferramenta que pode evitar novos casos de feminicídio.

Ela revela que o “Manas” possui ainda uma parceria com o Ronda Maria da Penha em Manaus, auxiliando no atendimento e até mesmo resgate e socorro a algumas mulheres quando necessário.

“Todos esses projetos são iniciativas privadas que sobrevivem de doações e parcerias privadas, unidos num mesmo objetivo de combater a violência contra a mulher, auxiliando o poder público face a enorme demanda de casos, tentando extirpar da sociedade as diversas formas de violência contra nós mulheres, seja por meio da denúncia do agressor, acolhimento da vítima, informação de conscientização e educação da sociedade, por meio de palestras, lives educativas”, finaliza.

Para as mulheres que estejam necessitando de alguns do serviços oferecidos pela Associação, é só entrar em contato via rede social pelo @ass.manas ou também pelo e-mail [email protected] e ainda o WhatsApp: (035)99963-9903.