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6 de dezembro de 2021
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Com informações do O Globo

RIO DE JANEIRO – Os primeiros resultados do estudo “PaqueTá Vacinada”, que testou a presença de anticorpos contra o coronavírus em toda a população da Ilha de Paquetá para depois imunizá-la com a fórmula da AstraZeneca, indicam que o imunizante confere um nível satisfatório de proteção coletiva após a primeira dose, na interpretação da Secretaria municipal de Saúde.

Segundo as informações recém-levantadas pelo instituto responsável pela pesquisa, a Fiocruz, e divulgadas em primeira mão pelo GLOBO, o grupo de pessoas que já tinham se vacinado antes do dia da imunização em massa — seja com a injeção inicial, seja com a injeção de reforço — apresentou 90% de soropositividade para os anticorpos contra o patógeno causador da Covid-19, o SARS-Cov-2.

“Isso mostra que a vacina já confere um alto nível de proteção após a primeira dose. É um resultado positivo para a vacinação, que nos chamou a atenção”, diz o secretário municipal de Saúde, Daniel Soranz.

A Fiocruz também descobriu que 40% dos adultos que ainda não tinham tomado a vacina apresentaram indícios da presença do coronavírus nos testes sorológicos — ou seja, tinham ou já tiveram contato com o patógeno.

Um dos propósitos do estudo era saber se a vacina produzida pelo Instituto Butantan já conferia um bom nível de proteção coletiva após a primeira dose ou se isso só acontece depois da segunda.

Antes da vacinação em massa na ilha, que aconteceu no último dia 20, 1971 habitantes do bairro já tinham tomado pelo menos a primeira dose da vacina, e 1344 já tinham tomado também a segunda. Os 1,5 mil moradores restantes foram imunizados naquele dia.

A força-tarefa de testagem, que aconteceu nos três dias anteriores, teve adesão de 70% dos moradores, ou 2.759 pessoas. Elas foram divididas em três grupos: os menores de 18 anos, necessariamente ainda não vacinados; maiores de 18 anos já vacinados; e maiores de 18 anos ainda não vacinados.

Submetidos ao teste rápido, crianças e adolescentes tiveram seu resultado divulgado ainda no “dia D” de vacinação: 21% deles apresentaram positividade para a presença do coronavírus — ou seja, tinham ou já tiveram contato com o patógeno.

Os demais públicos foram testados por um exame sorológico que exige coleta de sangue e por isso leva mais tempo para apresentar conclusão. A previsão inicial era de que os resultados desses testes só seriam divulgados 30 dias após o dia da realização do estudo, mas a Fiocruz adiantou a entrega.

Agora, o próximo passo é testar novamente a população da cidade após a aplicação da segunda dose, que acontecerá no dia 20 de agosto. O objetivo é comparar os resultados dos novos exames com os testes anteriores.