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17 de maio de 2021

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Com informações do O Globo

INDIANÁPOLIS – Ao menos oito pessoas foram mortas durante um ataque a tiro em uma instalação da FedEx em Indianápolis, no estado americano de Indiana, na noite dessa quinta-feira, 15. O incidente ocorreu exatamente uma semana após o presidente Joe Biden anunciar uma série de decretos para tentar conter o que chamou de “epidemia” de violência armada nos Estados Unidos, em meio a uma série de massacres nas últimas semanas.

Segundo a polícia local, múltiplas pessoas ficaram feridas, inclusive uma em estado crítico, e levadas para hospitais da região. O número exato, contudo, não foi divulgado.

O suspeito de ter cometido o crime, afirmou Genae Cook, porta-voz da polícia metropolitana de Indianápolis, aparentemente tirou a própria vida e sua indentidade ainda não foi divulgada. Funcionários do prédio da FedEx, que fica nas proximidades do aeroporto internacional da cidade, ainda estão sendo interrogados.

Um homem que trabalha no local viu o momento em que o homem começou a atirar. “Eu vi um cara com uma submetralhadora, ou fuzil automático, e ele estava atirando a céu aberto. Eu imediatamente me abaixei, fiquei com medo”, disse à AFP Jeremiah Miller.

Uma fonte da Fedex confirmou à AFP que a instalação da empresa foi cenário de um ataque a tiros e disse que o grupo está colaborando com as autoridades. O local emprega mais de 4.000 pessoas, segundo a imprensa da cidade. “Estamos a par do trágico ataque a tiros que aconteceu em nossa instalação perto do aeroporto de Indianápolis” afirmou a empresa em um comunicado.

Timothy Boillat, outro funcionário da instalação, disse ao canal WISH-TV que testemunhou o tiroteio e que viu diversas viaturas da polícia no local. “Depois de ouvir os tiros, eu vi um corpo no chão — afirmou. — Felizmente, eu estava suficientemente longe e (o atirador) não me viu”, completou.

Sucessão de tiroteios                    

       

A polícia isolou o local do ataque, que aconteceu após vários tiroteios nas últimas semanas nos Estados Unidos. No fim de março, quatro pessoas, incluindo uma criança, foram assassinadas em um prédio comercial do sul da Califórnia.  Em 22 de março, 10 pessoas morreram em um tiroteio em Boulder, no Colorado. Uma semana antes, outras oito pessoas haviam morrido em um ataque contra centros de massagem em Atlanta, na Geórgia — seis delas eram mulheres de ascendência asiática.

Até o incidente em Atlanta na semana passada, os EUA estavam há um ano sem um massacre de grandes proporções em áreas públicas, segundo o Violence Project, em meio às restrições impostas pela pandemia de Covid-19. Com o alívio das medidas, eles voltaram a acontecer.

No último dia 8, Biden anunciou uma série de decretos modestos — sem o apoio do Congresso, não tem autonomia para tomar medidas mais contundentes — para conter o que chamou de “epidemia” de violência armada e uma “vergonha internacional”. No mesmo dia, quatro pessoas morreram em um ataque no Texas.

O plano do presidente busca conter a proliferação das chamadas “armas fantasmas” — kits que permitem ao comprador montar o armamento por conta própria e não têm números de série, o que torna seu rastreio quase impossível. A intenção é que as peças tenham números de série, o que permitirá seu rastreio e controle, e que sejam classificadas legalmente como armas de fogo, com seus compradores passíveis de checagem de antecedentes criminais.

Outra medida determina que pistolas modificadas com estabilizadores devem ser englobadas nas diretrizes da Lei Nacional de Armas de Fogo, o que demandará seu registro e controle. O instrumento, usado no ataque em Atlanta, transforma as armas em rifles de cano curto, aumentando sua precisão e letalidade.

O presidente também voltou a defender a proibição da venda de fuzis de assalto para pessoas físicas, armas rotineiramente usadas em massacres, e pressionou o Senado pela aprovação de um projeto de lei que prevê a checagem de antecedentes de todos os compradores de armas, como havia feito após os ataques do mês passado. A medida recebeu o aval da Câmara, de maioria democrata, em 11 de março, mas enfrenta resistência de um Senado dividido ao meio, com 50 assentos republicanos e 50 democratas.