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19 de outubro de 2021
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Com informações do Infoglobo

SÃO PAULO – Chuvas, secas, geadas, queimadas devem fazer os preços dos produtos agropecuários continuarem em alta pelo menos até o primeiro semestre de 2022, segundo analistas financeiros com base nas previsões de meteorologistas. que afetam as plantações no Brasil.

Com as mudanças climáticas, essas situações extremas vêm acontecendo com mais frequência, numa fonte de pressão contínua sobre o preço dos alimentos. Nos últimos 12 meses, pelo Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), a alimentação no domicílio subiu 14,41%, um pouco menos que os 16% que rodou ao longo do ano, dando a primazia da alta para a energia, provocada pela maior seca em 91 anos.

“Já se previa que esses extremos climáticos iam se acirrar. Falta de chuvas, muita chuva, tempestades mais fortes, com cada vez mais impacto sobre produção e preço de alimentos, como estamos vendo com o café agora. Depois de uma geada, veio uma seca grande. Haverá efeito em alguns preços em 2022”, afirmou o professor da PUC Luiz Roberto Cunha, especialista em inflação.

Esses eventos climáticos eram mais marcados sazonalmente, com espaçamento maior, lembra Cunha. Essa mudança no padrão climático gera incerteza sobre o movimento dos preços, o que dificulta o trabalho do Banco Central de controle da inflação.

“O ponto todo é a incerteza. As geadas são mais difíceis de prever. O modelo do BC carrega um grau de incerteza”, afirmou. Mesmo com um arrefecimento na alta recente, dos 17 grupos de alimentos acompanhados pelo IBGE, apenas quatro ficaram mais baratos em setembro.

A depender do volume de chuvas que cair entre o Mato Grosso e o Paraná, há risco de os aumentos se estenderem para além do primeiro semestre de 2022. Plantações de açúcar, café, milho e até a produção de leite foram afetadas por secas, geadas e queimadas.

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