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27 de janeiro de 2022
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Marcela Leiros – Da Revista Cenarium

MANAUS – A escritora gaúcha Lya Luft, considerada uma das mais importantes escritoras contemporâneas, morreu na manhã desta quinta-feira, 30, aos 83 anos, em Porto Alegre. Autora de “As Parceiras” e “Perdas e Ganhos”, ela estava em casa e morreu durante o sono.

Lya foi diagnosticada com um melanoma, um agressivo câncer de pele, há sete meses. Ela nasceu na cidade de Santa Cruz do Sul e se formou em pedagogia e letras na Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul. Trabalhou como tradutora de obras em inglês e alemão, trazendo para o português escritos de grandes autores como Virginia Woolf, Rainer Maria Rilke, Doris Lessing e Thomas Mann.

Ela deixa o marido, o engenheiro Vicente de Britto Pereira, os filhos Susana, Pedro e André (falecido em 2017), além de sete netos e netas. A escritora será velada em uma cerimônia íntima, restrita a familiares, e depois cremada.

Obras

Lya Luft escreveu mais de 30 livros, sendo o primeiro “Canções de Limiar”, que reuniu uma série de poemas e foi publicado em 1964. Nos anos 1970, lançou “Flauta Doce” e “Matéria do Cotidiano”. Seu primeiro sucesso viria em 1980, com “As Parceiras”, romance que trazia uma narradora feminina falando sobre as relações de loucura, morte e tragédia que envolvem uma família.​

Depois veio “A Asa Esquerda do Anjo”, de 1981, com a história de uma menina criada com rigidez por uma família alemã, que se sente obrigada a viver de acordo com as expectativas da avó, a matriarca, embora queira ser como qualquer outra criança. A obra retratava muito da infância da autora.

Daí até seu grande best-seller, Luft escreveu ainda “O Quarto Fechado”, “Exílio”, “O Lado Fatal”, “O Rio do Meio” e “Mar de Dentro”. Até que, em 2003, lançou “Perdas e Ganhos”, que vendeu quase um milhão de cópias e ficou 113 semanas no topo das listas de mais vendidos do País.

Lya abordou, com frequência, dramas familiares e personagens que passavam por situações inquietantes em sua obra, sempre se destacando por trazer uma leitura feminina a essas narrativas.