Auxílio emergencial é pago hoje para 3,6 milhões de pessoas

Stephane Simões – Da Revista Cenarium

MANAUS – A Caixa Econômica Federal paga nesta quinta-feira, 16, a primeira parcela do auxílio emergencial de R$ 600 a 2.282.321 de pessoas com as informações em dia no Cadastro Único de Programas Sociais (CadÚnico). Hoje também começa a ser feito o pagamento a beneficiários do programa Bolsa Família. Serão 1.360.024 beneficiários do programa de transferência de renda.

Nesse sentido, a economista Denise Kassuma orienta que o benefício deve ser utilizado com cautela pelas famílias, dando prioridade para as necessidades básicas.

No caso dos trabalhadores informais, o pagamento será para as pessoas nascidas em maio, junho, julho e agosto, por meio de crédito em poupança digital. Amanhã, 17, será feito o crédito para 1.958.268 de pessoas nascidas em setembro, outubro, novembro e dezembro.

A Caixa informou que até as 17h de quinta-feira, 36,3 milhões de cadastros foram finalizados. Foram creditados R$ 3,2 bilhões a 4,9 milhões de pessoas.

“A recomendação para quem está recebendo este recurso é que administre com bastante cautela. Nós não sabemos ainda como está o cenário dessa pandemia no Brasil, quanto tempo vai durar essa quarentena. Então, use o recurso para adquirir o básico e o necessário, auxílios de primeira necessidade, como alimentação e higiene pessoal. Não procurar fazer dívidas, não comprar coisas que sejam estritamente necessárias”, recomendou.

A partir desta quinta-feira, o valor começa a ser liberado para aqueles que já possuíam conta bancária na Caixa ou Banco do Brasil (BB) e para quem já estava no Cadastro Único (CadÚnico) até o dia 20 de março. Beneficiários do Bolsa Família poderão receber o auxílio, desde que seja mais vantajoso. Neste período, o benefício social ficará suspenso.

Aos que não possuem conta no BB ou na Caixa, a liberação do pagamento será na próxima terça-feira (24). Será criada uma espécie de conta digital social gratuita para receber os recursos.

O dinheiro não poderá ser sacado ficando disponível apenas de modo virtual. A Caixa Econômica Federal divulgará, posteriormente, um calendário para saques, mas ainda não há previsão.

Para a economista, o valor ainda é considerado baixo, mas deve ajudar muito aqueles que necessitam do valor e não possuem meios de geração de renda durante este período.

“Não é um recurso muito grande, mas, para quem não está trabalhando e para quem está na beira da miséria, é um dinheiro que entra em excelente momento. Até diria que tardiamente, já estamos, praticamente, em duas semanas de quarentena. Para quem tinha uma renda e ganhava todo dia, com duas semanas sem ganhar está em uma situação bastante complicada”, afirmou a economista.

A economista acredita que não haverá necessidade de estender o período de pagamento para mais um mês. Além disso, Denise ressaltou que o auxílio ajudará na rotatividade da economia no país.

“Acho que em breve entraremos na curva descendente do contágio, mas a economia está parada. Então, precisa desse dinheiro para começar a girar a economia, gerar produto pra vender, gerar consumo. Mesmo que a pandemia reduza, em um primeiro momento, esse valor vai ajudar a recuperar a rotividade da economia”, falou.

Para aqueles que têm direito ao auxílio, mas não possuem CadÚnico até o dia 20 de março, poderão se cadastrar no site auxilio.caixa.gov.br ou pelo aplicativo CAIXA|Auxílio Emergencial, onde pode acompanhar, também, se vai poder receber o auxílio.

“Hoje em dia, a maioria tem um celular. Vai ter uma parcela que não tem acesso a isso, não tem internet. Nisso, entra o papel fundamental das ONGs que dão apoio a este público, para fazer esse cadastro”, acrescentou Denise.

Outros requisitos

Para ter acesso ao Auxílio Emergencial, a pessoa precisa ser maior de 18 anos de idade; não ter emprego formal; não receber benefício previdenciário ou assistencial, como seguro-desemprego ou outra renda federal (com exceção do Bolsa Família).

Além disso, a renda familiar mensal por pessoa precisa ser equivalente até meio salário mínimo (R$ 552,50) ou a renda mensal total de até três salários mínimos (R$ 3.135).

É importante, também, que a pessoa não tenha recebido rendimentos tributários, em 2018, acima de R$ 28.559,70.

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