30 de novembro de 2020

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Com informações CNN Brasil

A Azul oferecerá assistência financeira gratuita aos passageiros que receberem diagnóstico positivo para o coronavírus durante viagens. O “seguro Covid-19” estará disponível para brasileiros que tenham comprado passagens para destinos na Europa e nos Estados Unidos como destino no período até o próximo dia 31 de janeiro.

O benefício terá validade de 31 dias, a partir da data de embarque, e ficará disponível apenas enquanto o passageiro estiver fora. Para usufruir do seguro Covid, as passagens devem ter sido compradas dentro do período estabelecido – de ontem até o fim de janeiro.

Estrangeiros que vierem ao Brasil, nestas datas, também poderão contar com a cobertura do seguro. O serviço é oferecido em parceria com a Assist Card. Cobre assistência médica de até US$ 150 mil, reembolso com despesas de hospedagem ou alimentação para extensão de viagem de até US$ 3 mil e cobertura para a realização de testes de até US$ 1 mil (desde que com orientação médica).

“Fechamos essa parceria. A ideia é dar mais uma segurança para os nossos clientes voarem”, disse o gerente de produtos e serviços da Azul, Henrique Barone. Em caso de suspeita de contaminação pelo coronavírus, o cliente deve entrar em contato com a Assist Card, companhia especializada em seguros viagem, para obter as informações sobre como proceder no país em questão.

Restrições a brasileiros

Com o avanço da segunda onda da pandemia nos Estados Unidos e na Europa, muitos países retomaram as restrições de entrada de visitantes em seus territórios. Os EUA são uma das nações fechadas para brasileiros atualmente.

Segundo as restrições do país, a entrada está vedada a passageiros que transitaram nos últimos 14 dias por Brasil, China, Irã e determinadas nações da Europa. Apenas residentes, pessoas com cidadania americana e parentes próximos de moradores do país podem transitar.

O Brasil também não faz parte da lista de países cujos cidadãos podem viajar à União Europeia. A regra vale para todos os 27 países-membros do bloco econômico. Mas há exceções, como as de brasileiros que tenham dupla nacionalidade europeia ou que sejam residentes legais nesses países podem viajar à Europa.

Barone explicou que o benefício é para ajudar justamente esses clientes que precisam voar para os destinos cobertos pela companhia – ele negou que a ideia do serviço seja ganhar mercado. “Mesmo com todas as barreiras, temos muitos brasileiros e estrangeiros voando e sabemos que, quanto mais garantias, melhor.”

Em outubro e novembro do ano passado, a Azul operava cerca de 900 voos diários para 116 destinos, entre brasileiros e internacionais (os principais destinos são Nova York, Miami e Lisboa). Agora, a companhia chega a 93 locais, com pouco mais de 500 viagens por dia. 

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