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20 de novembro de 2021
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Bruno Pacheco – Da Revista Cenarium

MANAUS – O adiamento das eleições municipais de 2020 vem ganhando força no cenário político nacional. Uma das propostas legislativas em discussão no Congresso é a unificação dos pleitos federais, estaduais e municipais, que traria uma economia de R$ 1,5 bilhão para os cofres públicos.

Autor da proposta, senador Major Olímpio (PSL/SP), diz que a medida evitaria gastos com as campanhas eleitorais deste ano, além do fundo eleitoral, que não seria utilizado.

Questionado sobre o assunto pela Revista Cenarium , o senador Eduardo Braga, líder do MDB, declarou que está cada vez mais claro que não é possível a utilização do fundo eleitoral e que o recurso deveria ser, somente, utilizado no combate ao Covid-19.

“Não teremos condições de usar fundo eleitoral para financiar campanha eleitoral, porque precisaremos desse dinheiro para salvar vidas. Defendo o fim do recurso para também ajudar o financiamento da Covid-19, para salvar vidas”, destacou.

O senador frisou que ainda é prematuro dizer as eleições vão ou não ocorrer, mas que sua realização vem se tornando algo difícil de ser concretizada.

Para o senador Plínio Valério (PSDB/AM), no entanto, não é tão simples adiar uma eleição, mas se a situação permanecer como está, é possível.

“Se a situação permanecer como está, teremos justificativa, ao contrário, penso que não. Conceder mais tempo de mandato a quem foi eleito para cumprir um determinado tempo é complicado”, desabafou.

Unir forças

O deputado federal e pré-candidato à prefeitura de Manaus, José Ricardo (PT), explicou que a ideia de unificar as eleições municipais com as eleições estaduais e gerais, não é algo novo. Segundo o petista, é um assunto que precisa ser bastante discutido, mas o momento é de somar esforços contra o coronavírus.

“Acho que a eleição deste ano, provavelmente, vai ter que ser adiada. Mas, se tiver que mudar alguma coisa, tem que mudar a legislação e não tem como esticar os mandatos dos prefeitos e vereadores, porque isso não estava previsto na legislação. Geralmente se aprova um projeto, para que na legislatura seguinte se possa fazer isso”, explanou.

Por outro lado, o deputado federal delegado Pablo (PSL/AM), destacou que não é favorável quanto a unificação das eleições, pois conforme ele, a população pode acabar se confundindo na hora de votar, devido a maior quantidade de candidatos a serem selecionados.

“O eleitor já vota seis vezes na urna, para diferentes cargos, nas eleições gerais, o que gera confusão na população. Imagine se ainda tivesse que votar também para prefeito e vereador”, relatou.

Não é o momento

Bosco Saraiva, deputado federal pelo Solidariedade-AM, comunicou que defende que o calendário eleitoral seja mantido.

“Embora não seja o momento de se discutir por razões óbvias, minha posição é de que o calendário das eleições deve ser mantido conforme tem defendido os ministros do TSE”, afirmou.

A assessoria de comunicação do deputado federal Alberto Neto (Republicanos/AM), também pré-candidato à prefeitura da capital, informou que o parlamentar não está falando sobre eleições de 2020, pois ele está focado em ajudar, de forma legislativa, para tentar minimizar os impactos causados pela pandemia.

Segundo a assessoria, o parlamentar, no entanto, é a favor que o fundão eleitoral seja usado a favor que o valor seja destinado para as ações em combate à doença.

“O deputado destinou mais de R$ 26 milhões para as ações em favor do combate ao covid-19 e está sugerindo ações, tanto para o governo federal e estadual para ajudar nas estratégias em prol de minimizar os impactos econômicos causados pela doença. As eleições no momento estão totalmente em último plano”, comunicou.

Os deputados federais Átila Lins (PSB/AM), Marcelo Ramos (PL) e Sidney Leite (PSD-AM), além do senador Omar Aziz (PSD-AM), não atenderam aos telefonemas.