21 de outubro de 2020

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Mencius Melo – Da Revista Cenarium

MANAUS – O documentário ‘Quebrando o Tabu’ (2ª temporada/GNTBrasil, 2018) foi eleito a melhor série de TV paga na 19ª Edição do Grande Prêmio do Cinema Brasileiro realizado de forma virtual nesse domingo, 11. ‘Quebrando o Tabu’ superou ‘Bandidos da TV’ (Netflix, Brasil, 2019), apontado como forte concorrente.

Com temas socialmente instigantes, a série do GNT conseguiu enorme sucesso de público e crítica (Reprodução/Internet)

‘Quebrando o Tabu’ (2ª temporada) é uma produção da GNT onde o público é convidado a sugerir assuntos de interesse da sociedade. A produção então seleciona diversos temas de variados espectros sugeridos dentro de uma abordagem que reúne especialistas, críticos, acadêmicos, debatedores, analistas, entre outros.

Diferentemente do clima policialesco, tenso e muitas vezes noir de ‘Bandidos na TV’, ‘Quebrando o Tabu’ envereda pelos caminhos espinhosos do debate sobre direitos de minorias, temáticas de gênero, debates LGBTQIA+, discursos de ódio, machismo, homofobia, drogas, liberdade de expressão, entre outros.

Torcida virtual

A cerimônia de forma virtual foi acompanhada pelo grande público que torceu pelos indicados, entre eles a polêmica série produzida pela Netflix na qual o roteiro se ancorou na relação entre ‘mídia & violência’, protagonizada pelo apresentador de programa da TV amazonense Wallace Souza, que na época foi acusado de ter pacto com o crime organizado para obter mais audiência do telespectador.

Ancorado no quase surreal ‘Caso Wallace’, a série ‘Bandidos na TV’ ganhou repercussão mundial via Netflix (Reprodução/ Internet)

O enredo apresenta o rocambolesco programa amazonense Canal Livre (exibido no canal Band), onde à época o apresentador e então deputado estadual Wallace Souza fazia o papel de paladino justiceiro a desvendar crimes e a ‘prender’ criminosos ao vivo. Tudo envolto em clima denso, com pitadas de faroeste.

A produção teve a participação da jornalista e diretora da REVISTA CENARIUM, Paula Litaiff, que na série tem papel fundamental como a repórter que protagonizou a mais constante cobertura do caso que ganhou repercussão mundial, tanto o é, que o ‘Caso Wallace’ e sua relação ou não com o crime organizado virou um estrondoso sucesso na Netflix.

Confira a lista do vencedores

MELHOR LONGA-METRAGEM FICÇÃO

– Bacurau, de Kleber Mendonça Filho e Juliano Dornelles

MELHOR LONGA-METRAGEM DOCUMENTÁRIO

– Estou me Guardando para Quando o Carnaval Chegar, de Marcelo Gomes

MELHOR LONGA-METRAGEM INFANTIL

– Turma da Mônica Laços, de Daniel Rezende

MELHOR LONGA-METRAGEM COMÉDIA

– Cine Holliúdy – A Chibata Sideral, de Halder Gomes

MELHOR DIREÇÃO

– Kleber Mendonça Filho e Juliano Dornelles, por Bacurau

MELHOR ATRIZ

– Andréa Beltrão, como Hebe Camargo, por Hebe

MELHOR ATOR

– Fabrício Boliveira, como Simonal, por Simonal

– Silvero Pereira, como Lunga, por Bacurau

MELHOR ATRIZ COADJUVANTE

– Fernanda Montenegro, como Eurídice, por A Vida Invisível

MELHOR ATOR COADJUVANTE

– Chico Diaz, como Véi Gois, por Cine Holliúdy

MELHOR DIREÇÃO DE FOTOGRAFIA

– Hélène Louvart, por A Vida Invisível

MELHOR ROTEIRO ORIGINAL

– Kleber Mendonça Filho e Juliano Dornelles, por Bacurau

MELHOR ROTEIRO ADAPTADO

– Murilo Hauser, Karim Aïnouz e Inés Bortagaray, baseado no livro “A Vida Invisível de Eurídice Gusmão”, de Martha Batalha, por A Vida Invisível

MELHOR DIREÇÃO DE ARTE

– Rodrigo Martirena, por A Vida Invisível

MELHOR FIGURINO

– Marina Franco, por A Vida Invisível

MELHOR MAQUIAGEM

– Simone Batata, por Hebe – a Estrela do Brasil

MELHOR EFEITO VISUAL

– Mikaël Tanguy e Thierry Delobel, por Bacurau

MELHOR MONTAGEM FICÇÃO

– Eduardo Serrano, por Bacurau

MELHOR MONTAGEM DOCUMENTÁRIO

– Karen Harley, por Estou me Guardando para Quando o Carnaval Chegar

MELHOR SOM

– Marcel Costa, Alessandro Laroca, Eduardo Virmond, Armando Torres Jr., ABC e Renan Deodato, por Simonal

MELHOR TRILHA SONORA

– Wilson Simoninha e Max de Castro, por Simonal

MELHOR LONGA-METRAGEM ESTRANGEIRO

– Parasita, de Bong-Joon-ho

MELHOR LONGA-METRAGEM IBERO-AMERICANO

– A Odisseia dos Tontos, de Sebástian Borensztein

MELHOR LONGA-METRAGEM DE ANIMAÇÃO

– Tito e os Pássaros, de Gustavo Steinberg, Gabriel Bitar e André Catoto

MELHOR CURTA-METRAGEM ANIMAÇÃO

– Ressurreição, de Otto Guerra

MELHOR CURTA-METRAGEM DOCUMENTÁRIO

– Viva Alfredinho!, de Roberto Berliner

MELHOR CURTA-METRAGEM FICÇÃO

– Sem Asas, de Renata Martins

MELHOR SÉRIE DE ANIMAÇÃO TV PAGA/OTT

– Turma da Mônica Jovem, 1ª temporada, de Marcelo de Moura

MELHOR SÉRIE DE DOCUMENTÁRIO TV PAGA/OTT

– Quebrando o Tabu, 2ª temporada, de Katia Lund e Guilherme Melles

MELHOR SÉRIE DE FICÇÃO TV PAGA/OTT

– Sintonia, 1ª temporada, de Kondzilla e Johnny Araújo

MELHOR SÉRIE DE FICÇÃO TV ABERTA

– Cine Holliúdy, 1ª temporada, de Halder Gomes e Renata Porto D’ave

MELHOR PRIMEIRA DIREÇÃO DE LONGA-METRAGEM

– Leonardo Domingues, por Simonal

MELHOR FILME VOTO POPULAR

– Eu Sou Mais Eu, de Pedro Amorim

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