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29 de novembro de 2021
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Com informações da Folha de São Paulo

SÃO PAULO – Nem apenas Fiesp, a federação das indústrias paulistas, nem apenas Febraban, entidade que representa os grandes bancos do País. O documento em defesa do equilíbrio entre os poderes da República, que atraiu forte oposição da Caixa Econômica Federal e do Banco do Brasil, a ponto de as duas instituições ameaçarem deixar a Febraban, é pensado para ser bem mais amplo.

Segundo pessoas ligadas a sua elaboração, ele será o manifesto da maior frente empresarial já criada em defesa do equilíbrio institucional no Brasil. Diferentemente de outras iniciativas recentes, que levaram assinaturas na pessoa física, o manifesto em elaboração congrega entidades que representam as maiores empresas do País.

Até a publicação desta reportagem, quem acompanha a organização do manifesto confirmava que a sua divulgação está marcada para ocorrer nesta terça-feira, 31. Nenhum dos integrantes da iniciativa ouvidos pela Folha quis ter o nome revelado.

A Folha apurou que o ponto de partida para a elaboração do documento foi a troca de ideias entre um pequeno grupo de banqueiros e empresários preocupados com a estabilidade institucional e os rumos da economia brasileira. Na sequência, executivos de empresas e de entidades foram sendo reunidos para angariar apoio.

Além de Febraban e Fiesp, também estavam entre as primeiras entidades mobilizadas o Iedi (Instituto de Estudos para o Desenvolvimento Industrial) e o Ciesp (Centro das Indústrias do Estado de São Paulo). O presidente da Fiesp, Paulo Skaf, teve participação ativa na busca de apoio de diferentes setores.

Quando a discussão sobre o manifesto tomou corpo dentro da Febraban, passou a receber forte oposição do presidente da Caixa, Pedro Guimarães, que tentou deter a adesão institucional do setor bancário ao texto. Fausto Ribeiro, presidente do Banco do Brasil – e que faz parte do conselho diretor da Febraban, assim como Guimarães –, apoiou a posição da Caixa, elevando a pressão dentro da entidade, até que a divergência se tornou pública no sábado, 28.

Caixa e BB ameaçam deixar a Febraban se, quando o manifesto for publicado, constar sua assinatura.