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24 de julho de 2021
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Via Brasília – Da Revista Cenarium

Pressão das ruas

Na tentativa de esconder as multidões que foram às ruas contra o seu governo, no último fim de semana – maior do que a manifestação anterior, o presidente Jair Bolsonaro levou para as suas redes sociais fotos fechadas e com pessoas isoladas e minimizou os protestos. Contudo, na primeira aparição pública, em que teve contato com a imprensa, acusou o golpe. Reagiu de forma destemperada contra uma jornalista, uma emissora de TV, esbravejando contra a imprensa em geral, em mais um de seus habituais surtos de infantilidade.

Vermelhos

O discurso de Bolsonaro e de seus aliados para contrapor às manifestações é de que se trata do “pessoal vermelho”, de oposição ao governo dele. Realmente, a julgar pelas imagens que circularam, as bandeiras da oposição predominaram. No entanto, o que o presidente já se deu conta, mas não confessa, segundo um observador astuto da cena política, é de que os eleitores de centro ainda estão em casa. O que leva a supor que, somados os que apostam numa terceira via, o universo favorável à saída de Bolsonaro é ainda maior. Mais do que lançar cortinas de fumaça, terá que trabalhar de verdade para chegar bem em 2022.

Campeonato de rejeição

Com mais de meio milhão de mortes desde o início da pandemia, ao contrário do que faria qualquer estadista, Bolsonaro segue negando as vacinas e demais cuidados sanitários – não sem antes ter negado a própria pandemia, assim como os seguidores da sua seita. Nesta toada e com o centro político ainda perdido num mar de candidatos, as próximas eleições serão um “duelo de rejeições, com pouca margem de convencimento de eleitores”, diz esse analista. Bolsonaro e Lula tem, pela última pesquisa PoderData, entre 50% e 48% de rejeição, um empate técnico. Cenário inédito desde a redemocratização do País.