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8 de dezembro de 2021
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Thiago Fernando – Da Revista Cenarium

MANAUS – Não é só no Brasil que o presidente Jair Bolsonaro (sem partido) sofre com críticas e tem seus atos questionados. Nessa quinta-feira, 28, o Partido Verde, da Alemanha, pediu um posicionamento da chanceler Ângela Merkel em relação ao aumento do desmatamento na Amazônia, ameaças as terras e direitos dos povos indígenas, além do crescente número de casos da Covid-19 no Brasil.

Porta-voz de política externa do Partido Verde, o deputado alemão Omid Nouripour, afirmou que o Brasil só se tornou o segundo País no mundo com o maior número de infectados pelo novo Coronavírus graças as infelizes declaração de Bolsonaro quando, ainda no início da pandemia, banalizou a doença, classificando como “uma gripezinha”, e minimizou a importância do distanciamento social.

“Bolsonaro não só aceitou esse resultado, como o provocou decisivamente com suas polêmicas extremamente perigosas”, afirmou Nouripour, que ainda fez questão de lembrar a crise institucional que o País encara em 2020.

“Em poucas semanas, dois ministros da Saúde deixaram seus cargos, enquanto o ministro da Justiça pediu demissão devido à interferência do presidente na Polícia Federal, e o ministro do Meio Ambiente quer explorar a situação para expandir a mineração e a agricultura em terras protegidas da região amazônica”, acrescentou o porta-voz.

O comunicado afirma também que, “em relação à situação precária da Amazônia devido ao desmatamento ilegal e ao enfraquecimento de órgãos de proteção ambiental, mais uma vez fica evidente que, para o governo Bolsonaro, todos os meios são válidos para sacrificar a Floresta Amazônica e os povos indígenas em prol dos interesses econômicos”.

O político alemão frisou o impacto grande que o novo Coronavírus teve entre os indígenas. Devido a sua baixa imunidade, a taxa de mortalidade acaba subindo.

Até o início desta sexta-feira, 29, somente na região amazônica, 116 mortes e 731 casos foram confirmados entre os indígenas, de acordo com da Coordenação das Organizações Indígenas da Amazônia Brasileira (Coiab).

“Bolsonaro é, sem dúvida, uma ameaça à democracia, ao Estado de Direito, aos direitos humanos e à sobrevivência da Amazônia. O governo alemão precisa se posicionar categoricamente em relação a isso e não deve continuar aceitando silenciosamente as consequências para os cidadãos brasileiros”, encerrou Nouripour.