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5 de dezembro de 2021
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Via Brasília – Da Cenarium

Presidente entrega PEC e MP

Apesar de não constar na agenda oficial de Jair Bolsonaro, Arthur Lira recebeu, nesta segunda-feira (9) a visita do presidente da República em seu gabinete, na Câmara dos Deputados. Foi “valorizar” a entrega da MP do Bolsa Família e da PEC dos Precatórios. Entrega, na verdade, simbólica já que fontes da equipe econômica acreditam que a PEC ainda pode estar sofrendo alterações. O mesmo que aconteceu na entrega da Reforma do IRenda, por exemplo, quando houve um ato público mais cedo, mas o PL só foi formalizado no fim do dia. O texto final da PEC ficará a cargo do ministro da Casa Civil, no primeiro teste de fogo de Ciro Nogueira (PP-SE).

Auxílio Brasil

Para dar peso político ao gesto, Bolsonaro fez questão de levar todos os ministros palacianos para entregar a PEC e a MP. Propostas dessa envergadura, ainda que comecem a tramitação na Câmara, em geral, contam com a presença do presidente do Congresso, mas desta vez Rodrigo Pacheco não participou. Durante o breve comunicado, Bolsonaro disse que a PEC visa dar transparência e responsabilidade aos gastos e que o novo programa social deverá incluir um reajuste de, no mínimo, 50% do valor do atual Bolsa Família. Já Lira diz que haverá um esforço para que a MP seja apreciada rapidamente e a PEC seja votada antes da análise da LOA.

Voto impresso

Falando em Arthur Lira, ao colocar em votação em plenário a PEC do voto impresso já nesta terça-feira, o que está por trás do gesto não é tomar partido dos aliados de Bolsonaro que fazem barulho com a proposta, mas enterrá-la de vez. O governo ainda não conseguiu os votos necessários para aprovar o voto impresso, que seriam 308 deputados a favor, 3/5 da Câmara. Pragmático como todo bom prócer do Centrão, Lira jogou para o conjunto dos deputados decidir se quer ou não a volta do voto impresso. Interlocutores de Lira disseram à Via Brasília que o presidente da Câmara não moverá uma palha para angariar votos favoráveis ao tema caro ao bolsonarismo. E avisou ao Planalto que exigirá respeito ao que for decidido pelo plenário.

Ecos da crise

A semana ainda começa com os ecos da crise institucional entre Bolsonaro, STF e o TSE, com os bolsonaristas esperneando com a rejeição da PEC na comissão especial, mas também deixando claro que vão apostar todas as fichas na criação da CPI do TSE. Como Bolsonaro depende do Centrão para sobreviver na Presidência, e muitas figuras do Centrão respondem a processos – como Lira e Ciro Nogueira – e dependem do SFT para seguirem em seus mandatos, o mais provável é que ao menos por ora não haja movimentos bruscos que possam ferir suscetibilidades e que o tema voto impresso morra mesmo nesta semana. Falando em morte, pastora e cantora Gospel, a deputada Flordelis (PSD-RJ) senta no “banco dos réus” da Câmara nesta terça-feira, por suspeita de mandar matar o marido, Anderson do Carmo.