Bolsonaro não desiste: diz a empresários ‘torcer’ que o STF derrube liminar que protege ZFM

Não se passa sequer uma semana sem que o governo federal desfira ataques e bravatas contra a Zona Franca de Manaus. Quando as declarações de desprezo ao modelo econômico amazonense não partem do ministro da Economia, Paulo Guedes, inimigo declarado da ZFM, saem das falas do próprio presidente Jair Bolsonaro que, como chefe da Nação, deveria pensar e proteger o Brasil como um todo. Em recente reunião com a nata do empresariado da CNI- Confederação Nacional da Indústria, esbravejou contra a Zona Franca ao dizer que “está torcendo para que o STF derrube a liminar do ministro Alexandre de Moraes…”.

Projeto de ruína

Bolsonaro se referia à medida cautelar ajuizada para bancada do Amazonas no Congresso, que suspendeu os efeitos dos decretos presidenciais que reduzem o IPI- Imposto sobre Produtos Industrializados. Decretos que seguem valendo para o restante do país, e que não atingem os produtos da ZFM por conta da decisão de favorável de Moraes ao Amazonas. Bolsonaro ainda emendou uma fala negativa à ZFM: “Brasil tem tudo pra crescer”, atribuindo a crise econômica à Zona Franca. Segue o projeto de levar à ruína um estado que precisa alimentar mais de 4 milhões de amazonenses, tão brasileiros quanto os nascidos em outros estados.

QG de campanha

Entra em funcionamento, nessa segunda-feira, 4, o comitê de campanha de Jair Bolsonaro, em uma casa no Lago Sul, alugada pelo PL. Ele avisou que visitará o local, mas foi aconselhado a cuidar do governo no Palácio do Planalto enquanto auxiliares tocam a campanha. Já o candidato a vice-presidente, general Braga Netto, ganhou uma sala na casa. Ele se juntará a Flávio Bolsonaro, Ciro Nogueira e Valdemar Costa Neto na coordenação da campanha. O general Luiz Eduardo Ramos terá uma atuação limitada. Já o general Augusto Heleno, informou uma fonte, até agora, não tem nenhuma participação na campanha.

Sobrinho exonerado

Em geral, lento para tomar decisões quando aliados seus são pegos em malfeitos, Bolsonaro, a 3 meses das eleições, imprimiu outra velocidade a exonerações. Foi rápido em demitir o agora ex-presidente da Caixa, Pedro Guimarães, flagrado em escândalos sexuais com funcionárias e funcionários, e já mandou para a rua até o sobrinho. Leonardo Rodrigues de Jesus, o Léo Índio, que foi exonerado do cargo de assessor da liderança do PL (Partido Liberal), no Senado. A demissão ocorreu depois que o portal UOL revelou que ele não aparecia no Senado nos horários de expediente desde a primeira semana de março. O cargo de Léo era de auxiliar administrativo, com salário de R$ 5.735,93.

Adele adere

A cantora britânica Adele aderiu o “Fora Bolsonaro” num show no Hyde Park, em Londres, no último dia 1. A manifestação contra o presidente brasileiro surpreendeu o público ao repetir o grito de um fã na plateia. Adele não é a única artista internacional a se declarar politicamente contra Bolsonaro. Astros como Leonardo DiCaprio, Mark Ruffalo, Madonna e Roger Waters também já se pronunciaram sobre o governo dele, além de incentivarem os jovens a tirar o título de eleitor. Entre os artistas nacionais, estes são difíceis de contar porque são inúmeras as declarações contra o governo de Bolsonaro.

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