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16 de novembro de 2021
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Via Brasília – Da Revista Cenarium

COP mais importante

O presidente Jair Bolsonaro (sem partido) trocará a Conferência das Nações Unidas para a Mudança do Clima – COP26, considerada a mais importante desde que o evento foi criado, em 1994, para ser homenageado por um partido de extrema-direita da Itália. Enquanto isso, 196 países estarão reunidos em Glasgow, na Escócia, a partir deste domingo (31). A conferência marca o retorno dos Estados Unidos ao Acordo de Paris – sob o extremista Donaldo Trump, os EUA haviam abandonado o Tratado.

Resultados concretos

E o mais importante: nesta COP26, os líderes mundiais terão a responsabilidade de apresentar resultados e metas concretas de redução de emissões de gases do efeito estufa. Segundo relatório do IPCC – Painel Intergovernamental de Mudanças Climáticas, da ONU, o aquecimento global está se agravando mais rapidamente do que era estimado em estudos anteriores. O documento tem a chancela de cientistas dos 196 países membros da ONU.

Aquecimento acelera

O IPCC mostra que o mundo, provavelmente, atingirá ou excederá 1,5°C de aquecimento nas próximas duas décadas. Limitar o aquecimento a este nível e evitar os impactos climáticos mais severos depende de ações nesta década. Cientistas defendem que somente cortes ambiciosos nas emissões manterão o aumento da temperatura global em 1,5°C, limite que os cientistas dizem ser necessário para prevenir os piores impactos.

Catástrofe

Em um cenário de altas emissões, o IPCC constata que o mundo pode aquecer até 5,7°C até 2100 – com resultados catastróficos. Os 20 anos mais quentes do planeta foram registrados nos últimos 22 anos, com 2015 a 2018 entre os quatro primeiros lugares do ranking. No Brasil, o número de cidades afetadas por desastres naturais dobrou, e os eventos climáticos extremos, nesse período, passaram de 5 mil para cerca de 33 mil.

Secas e cheias severas

Os mais prevalentes, a seca severa, que traz como consequências os incêndios florestais, que já atingem as regiões mais úmidas da Amazônia e o Cerrado, com o Pantanal vivendo, recentemente, a pior temporada de queimadas. Some-se a isso a ocorrência de chuvas torrenciais que causam inundações e vitimam as populações mais vulneráveis no Brasil e no mundo.

Era dos extremos

A China, segundo maior emissor de CO2, também confirmou a ausência do primeiro-ministro Xi Jinping na COP26, ladeando-se com Bolsonaro no negacionismo climático. É neste contexto em que a vida no planeta está ameaçada que se ausentam da COP26 atores importantes como a China e o Brasil – em cujo território pode estar a solução – a maior floresta tropical úmida do mundo, que mais sequestra carbono e pode retardar as mudanças climáticas.