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25 de julho de 2021
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Via Brasília – Da Revista Cenarium

Esticando a corda

E Jair Bolsonaro (sem partido) segue esticando a corda para enforcar o ministro da Saúde, Marcelo Queiroga, e dobrando a aposta contra a ciência e a favor do vírus. Nem mesmo as expectativas dos especialistas de que a pandemia pode recrudescer no inverno – que está próximo em boa parte do País, frearam o rolê insano presidencial. O palco para o desfile da ignorância, orgulhosa por desafiar o bom senso, foi em São Paulo, onde o presidente da República não perdeu a oportunidade de espicaçar ainda mais seu ministro, “o tal de Queiroga”, disse Bolsonaro ao fazer comício aos seguidores da seita.

Fritura

O primeiro sinal de fritura de Queiroga foi quando Bolsonaro anunciou, novamente em tom jocoso, que “o tal de Queiroga” analisaria um decreto para o libera geral de máscaras. O Brasil inteiro vê o ministro da Saúde defender o uso de máscaras e o distanciamento social, inclusive de forma reiterada nos depoimentos na CPI da Pandemia. Está aí o xis da questão: o seu posicionamento pró-ciência desagrada o Planalto. Bolsonaro quer seguidor, não ministro da Saúde. Se trocar mais uma vez o titular do cargo, com a Covid-19 ainda grassando, reforçará ainda mais seu desprezo pelas vidas dos brasileiros.

Dilema

Mas o maior dilema de Bolsonaro, hoje, não guarda relação com a saúde. É de natureza política. O presidente Bolsonaro busca mais espaço para os senadores em seu ministério. Especula-se a saída da ministra Flávia Arruda da Secretaria de Governo, mas é improvável que ele se desgaste com Arthur Lira (PP-AL), sentado sob dezenas de pedidos de impeachment. Cresce, assim, a possibilidade de recriação de ministérios para a Casa, que tem seu líder, Fenando Bezerra, indiciado pela PF. Em qualquer mexida, o efeito na CPI da Pandemia será zero, analisam fontes, que preveem goleada do G7 no relatório final.