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15 de outubro de 2021
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Via Brasília – Da Revista Cenarium

Velha estratégia

A velha estratégia de desqualificar o mensageiro para desacreditar a mensagem. Só restou aos senadores da base aliada do governo federal esse subterfúgio para ganhar tempo e mentes enquanto não conseguem afastar de modo convincente a névoa de corrupção que ronda o episódio da compra das vacinas Covaxin. Antes mesmo do depoimento do deputado Luiz Miranda (DEM-DF) e de seu irmão, Luiz Ricardo Miranda, à CPI da Pandemia, amanhã, a tropa de choque começou a se movimentar. Na sessão desta manhã, bolsonaristas lembraram que Miranda é alvo de acusações de que teria causado prejuízos ao prometer ganhos em aplicações financeiras.

Miranda sob ataque

No fundo, os apoiadores do presidente Jair Bolsonaro sabem que, se as denúncias forem comprovadas, o caso é sério e tem potencial de provocar danos na imagem do presidente e, consequentemente, em sua popularidade. Daí o esforço em espalhar nas redes sociais e nos espaços de poder a versão de que o deputado Luís Miranda está fazendo um prejulgamento do caso com o intuito de se promover. Aliado de primeira hora de Bolsonaro, o parlamentar desabafou: “Sempre te defendi. Essa é a recompensa?”, devolveu. Miranda diz que amanhã o Brasil saberá a verdade. “Os documentos falam por si só”, prometeu em suas redes sociais.

MPF e Covaxin

Procuradores do MPF estão receosos com os desdobramentos do Caso Covaxin na Justiça. Acreditam na apuração da primeira instância, mas avaliam que se os pedidos de envio para o STF forem feitos alegando foro privilegiado do ex-ministro Eduardo Pazuello, o procurador-geral do “presidente Bolsonaro”, Augusto Aras, passará a controlar o processo, que pode acabar em mais uma pizza. A expectativa é muito mais pela perseguição ao servidor da Saúde que denunciou o esquema do que com a apuração do esquema em si.