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15 de outubro de 2021
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Via Brasília – Da Revista Cenarium

Em novo round, o fight entre o presidente Jair Bolsonaro (sem partido) e o vice-presidente da Câmara, o deputado federal amazonense, Marcelo Ramos (PL-AM), teve desafio e recuo tático. Numa rede social, Ramos chamou publicamente Bolsonaro para um debate sobre Fundão, rachadinha e sobrepreço de vacinas.

Acostumado a fugir de perguntas incômodas, em geral agredindo jornalistas mulheres, desta vez o presidente preferiu silenciar. Tática que também se mantém há 24 dias, desde que os irmãos Miranda disseram à CPI da Pandemia ter ouvido do presidente que o líder do seu governo na Câmara, Ricardo Barros (PP-PR) estaria envolvido em negociações nebulosas no caso Covaxin.

Silencio incômodo

Publicado há mais de 19 horas, até agora o post do desafio de Ramos a Bolsonaro não teve resposta do presidente, que é sempre é muito ativo nas redes sociais. No post, Ramos escreveu “tem coragem ou vai fugir?”, o que sinaliza uma subida de tom do parlamentar. Nas redes de Bolsonaro, a última postagem foi um vídeo em que Bolsonaro sustenta a narrativa segundo a qual seus filhos e aliados não votaram a favor do Fundão, atribuindo à Ramos a aprovação do aumento do fundo. Quem tem o mínimo de conhecimento do funcionamento do parlamento sabe que votações simbólicas são sempre fruto de acordo entre os partidos. Nesse caso, os únicos que votaram contra o Fundão foram, de fato, o Partido Novo e o Psol.

Avanço no Congresso

Marcelo Ramos prossegue reafirmando que foi o Governo Bolsonaro que enviou LDO com o fundão eleitoral. Segundo ele, líderes do governo e filhos do Bolsonaro votaram a favor do Fundão. “Presidente, você tem a caneta para vetar. Seja homem, assuma suas responsabilidades”, alfinetou. Para o vice-presidente da Câmara, ao agir negando a verdade, Bolsonaro avança sobre o comando da Câmara e do Congresso. “Avança sobre os líderes da sua própria base que organizaram a LDO. Se ele achar gente disposta a se submeter a isso, vai chegar a hora que o Parlamento não poderá mais reagir”, advertiu Marcelo Ramos.