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25 de setembro de 2021
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Via Brasília – Da Revista Cenarium

Ameaças à democracia

Sem mostrar qualquer sinal de recuo, o presidente Jair Bolsonaro (sem partido) segue com as ameaças ao processo eleitoral de 2022, na tentativa de manter acesa a sua base eleitoral, que se situa entre 22% a 25%, o conhecido como “bolsonarismo raiz”. Essa é a parcela que, hoje, garantiria sua ida ao segundo turno das eleições, como apontam diferentes pesquisas de opinião. Esse público também digeriu bem o casamento com o Centrão e a consequente nomeação do prócer do grupo político, o senador Ciro Nogueira (PPO-SE), que toma posse nesta semana em meio a um clima tenso e que segue com Bolsonaro “haja o que houver”.

Maior crise desde redemocratização

Onze partidos políticos já interpelaram judicialmente Bolsonaro para que ele explique os seguidos ataques às urnas eletrônicas e ameaças à democracia. A expectativa é de que o presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Luiz Fux, abra os trabalhos da Corte com um discurso contundente. Batendo na tecla golpista de que “não haverá eleição” se não for limpa, o que para Bolsonaro só seria possível via adoção do voto impresso, o presidente segue levando a crise a patamares mais altos. O ex-presidente Michel Temer avaliou que esta é a crise mais grave desde a redemocratização do País e supera o impeachment da ex-presidenta Dilma. E olha que de golpe Temer entende…

IR adiado

LÍder do Partido Liberal (PL), Wellington Roberto confirmou à Via Brasília que o presidente da Câmara Arthur Lira (PP-AL) deixará para a próxima semana a votação no plenário da Reforma do Imposto de Renda (IR). Os interesses que envolvem a matéria são muitos e partem de grupos poderosos. Por essa razão, avalia Lira, o Projeto de Lei ainda não estaria maduro para ir à análise e à votação. O relator da proposta, deputado Celso Sabino (PSDB-PA), fez coro ao presidente da Câmara e reiterou que, no que depender dele, a data da votação depende só de Lira, mas que tem condições de entregar nesta semana seu parecer final.

Voto impresso rejeitado

Julho terminou com sinais de que pontos do projeto do IR ainda precisavam ser calibrados, como a questão dos fundos para Estados e municípios que sofrerão com a redução da alíquota das empresas. Segundo Sabino, a solução já está encaminhada. Oficialmente, a pauta do retorno aos trabalhos na Câmara ainda não foi divulgada, mas nos bastidores, mesmo com as manifestações pelo País a favor do voto impresso, a PEC que discute essa modalidade segue sendo fortemente rechaçada pela maioria dos líderes partidários, que querem derrotá-la já na análise na Comissão Especial.