27 de janeiro de 2021

Mencius Melo e Ana Pastana – Da Revista Cenarium

MANAUS – O primeiro-ministro do Reino Unido, Boris Johnson, declarou nesta quarta-feira, 13, que demonstra preocupação com a disseminação da nova variante da Covid-19 no país, por conta da entrada de brasileiros vindos do Amazonas.

“Estamos preocupados com a nova variante brasileira. Já adotamos medidas duras para proteger este país de novas infecções vindas do exterior. Estamos tomando medidas para fazer isso [também] em relação à variante brasileira”, disse o premiê britânico.

Apesar do “alerta vermelho”, Boris não forneceu detalhes sobre como pretende impedir que a nova mutação encontrada em Manaus chegue ao Reino Unido. Segundo a CNN Brasil, a intenção dele é “proteger o Reino Unido”. Apesar do alerta, a comunidade científica afirma que ainda é cedo para se tirar conclusões sobre a nova cepa identificada.

Fiocruz confirma variante

O Instituto Leônidas & Maria Deane (ILMD / Fiocruz Amazônia) confirmou nesta quarta-feira, 13, a identificação da origem da nova variante da linhagem Sars-CoV-2 B.1.1.28 no Amazonas, designada provisoriamente de B.1.1.28 (K417N / E484K / N501Y). O estudo coordenado pelo pesquisador, Felipe Naveca, sugere que as cepas detectadas em viajantes japoneses que tinham passado pela região amazônica evoluíram de uma nova linhagem que circula no Amazonas.

Os achados apontam ainda que a mutação é um fenômeno recente, provavelmente ocorrido entre dezembro de 2020 e janeiro de 2021. Ainda de acordo a Fiocruz, o surgimento de novas variantes do Sars-CoV-2 possui uma proteína chamada Spike, recentemente identificada em duas cepas, uma no Reino Unido e outra na África do Sul. No Brasil, a epidemia de Sars-Cov-2 ocorreu a partir de duas linhagens, denominadas B.1.1.28 e B.1.1.33, que, provavelmente, surgiram no país em fevereiro de 2020. 

Monitoramento

Anteriormente questionado pela REVISTA CENARIUM sobre estudos de uma possível mutação do novo coronavírus, o governador do Amazonas, Wilson Lima (PSC), declarou na segunda-feira, 11, que já existem pesquisas da Agência de Vigilância em Saúde do Ministério da Saúde (MS) monitorando a situação na capital amazonense.

“Conversei com o secretário de Vigilância em Saúde, Arnaldo Medeiros, que informou a existência de um estudo nesse sentido. E que, por enquanto, não há nenhuma evidência científica sobre essa variante, se ela é mais grave do que a outra ou não”, detalhou Lima.

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