Brasil agenda sexto voo para repatriar brasileiros em Portugal

Luciana Quaresma / Folhapress

Lisboa – Cerca de 300 brasileiros embarcam nesta quinta-feira, 30, em um avião no Aeroporto da Portela, em Lisboa de volta para casa. Este é o sexto voo que sai de Portugal para repatriar cidadãos ao Brasil.

O cônsul-geral adjunto do Brasil em Lisboa, Eduardo Hosannah, explicou à RFI que a volta dos brasileiros é realizada dentro de um programa de repatriamento de turistas ou pessoas que viajaram a Portugal para trabalhar. Eles ficaram retidos no país quando os voos comerciais foram cancelados, devido à pandemia do novo coronavírus.

“Essas pessoas tinham passagem para regressar ao Brasil, mas não conseguiram voltar. O consulado está ajudando neste processo alugando aviões de companhias comerciais, como a TAP, por exemplo, para acomodar estas pessoas”, afirmou.

Mas não apenas os turistas estão pedindo ajuda ao Consulado em Lisboa. Centenas de brasileiros residentes em Portugal, que perderam emprego e que estão passando por dificuldades, também se inscreveram no programa. No entanto, para poder regressar ao Brasil com a ajuda do Consulado, é preciso preencher todos os requisitos exigidos.

O critério de avaliação é complexo, indica cônsul-geral adjunto.

“Analisamos caso a caso e tentamos entender a situação de cada pessoa. Não estamos distribuindo passagens grátis para quem quer voltar, não é assim que o programa de repatriamento funciona. É um processo criterioso, até porque estamos lidando com o dinheiro do governo federal”, reitera Hosannah.

1.494 brasileiros repatriados

Até a última segunda-feira, 27, o Consulado-Geral do Brasil em Lisboa repatriou 1.494 cidadãos brasileiros em cinco voos. Cerca de 700 pessoas ainda aguardam informação para saber se conseguem regressar. “Ainda estamos estudando esses casos e, havendo necessidade, vamos fretar outros voos para estes cidadãos brasileiros que querem regressar ao país”, afirma cônsul-geral adjunto.

A prioridade é de turistas que estavam em Portugal ou na Europa no momento em que os voos comerciais foram encerrados. Mas, segundo Hosannah, o Consulado percebeu que o perfil das pessoas que se inscrevem no programa vem mudando.

“São brasileiros que estão desesperados, pois ficaram sem emprego. Entre eles, há crianças pequenas, grávidas, idosos com problemas de saúde e que não conseguem comprar remédios. Mas precisamos confirmar que a situação das pessoas [que querem se beneficiar do programa] é realmente problemática”, explica.

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