Participe do nosso grupo no Whatsapp Participe do nosso grupo no Telegram
18 de maio de 2021

Dólar

Euro

Manaus
23oC  29oC
Acompanhe nossas redes sociais
Caroline Viegas – Da Revista Cenarium

MANAUS – Com o agravamento da pandemia diversos países adotaram medidas para conter o avanço do novo coronavírus. Dentre as determinações empregadas pelo Brasil, estão as regras de vigilância sanitária exigidas para os viajantes que chegam pelas vias aéreas do País. No entanto, essas normas estão causando confusão e dificultando o regresso de brasileiros ao Brasil.

“Eu precisei gastar o que não tinha porque as regras não são claras e ninguém explica direito nos aeroportos”, disse o estudante Camilo Alves. O jovem de 26 anos estava em Portugal a pouco mais de um ano trabalhando como Bartender, quando precisou voltar por conta da pandemia que desolou o País e, consequentemente, o deixou sem emprego.

A Portaria 652/21 publicada dia 17 de dezembro de 2020 no Diário Oficial da União, editada pela Casa Civil e pelos ministérios da Saúde e da Justiça, discorre sobre as regras de entrada no Brasil. No entanto, apesar de estar em vigor a quase quatro meses, muitos brasileiros enfrentam barreiras na hora de embarcar à terra natal. O manauara conta à Revista Cenarium que passou vergonha e até fome para hoje estar de volta ao seio de sua família, no Brasil.

“No dia da viagem, eu já sabia que precisava apresentar um teste de Covid-19. Mas no check-in me disseram que o teste que eu havia feito não era aceito. E o pior de tudo foi que não me explicaram direito e o segundo teste que levei também não era o certo”, conta o estudante. Camilo alega que a essa altura já não tinha recursos e precisou dormir no aeroporto e, por fim, gastou cerca de 357 euros apenas com os testes (quase 2,5 mil reais).

“Foi angustiante, fiz três exames porque não sabia da certificação brasileira e nem da linguagem. Precisei emprestar dinheiro, tudo porque não fui informado corretamente. O lado positivo é que a companhia aérea compreendeu que o erro não era meu e eu não precisei pagar uma nova passagem, se não seria mais difícil”, complementa.

Regras

Apesar da Portaria 652/21, que dispõe sobre a restrição excepcional e temporária de entrada no País, Camilo não é o único brasileiro que passou pelo desconforto. A estudante Aline Mendonça, precisou correr contra o tempo para não perder o voo. Isso porque para entrar no Brasil por via aérea, os viajantes vindos do exterior também devem apresentar a Declaração de Saúde do Viajante (DSV) da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) e a profissional de estética não tinha conhecimento e precisou preencher no momento do check-in.

Portanto, as exigências para entrada no País dizem respeito ao teste de Covid-19 e o formulário da Anvisa. Os viajantes brasileiros precisam apresentar o teste RT-PCR negativo, que deve ser feito até 72 horas antes do embarque. Além disso, os testes devem estar em português, espanhol ou inglês e precisa ter certificação brasileira.

Quanto à Declaração de Saúde do Viajante, é mais prático. Basta o viajante acessar o link da declaração e preencher seguindo as orientações. Após o término, será enviado uma confirmação ao e-mail do passageiro, que deverá apresentá-la na hora do check-in e embarque.

“Apesar de eu ter conseguido já na segunda tentativa porque o site caiu, não demorou muito. Logo que preenchi, a confirmação chegou. Mas é desesperador quando o agente diz que está faltando algo e você fica naquela correria, naquela agonia, com medo de perder o voo. Ainda mais porque eu conheço pelo menos duas pessoas que passaram por isso”, contou a profissional que estava em Lisboa para uma especialização de estudo.