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25 de setembro de 2021
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Cassandra Castro – Da Cenarium

BRASÍLIA (DF) – Entidades que representam os povos tradicionais existentes no Brasil foram convidadas a participar de um encontro com o presidente da Conferência das Nações Unidas sobre as Mudanças Climáticas (COP26) que, este ano, será realizada em novembro, na Escócia.

A agenda do presidente designado para a COP26, Alok Sharma, no Brasil, inclui um primeiro encontro nesta terça-feira, 3, em Brasília, para ouvir as organizações da sociedade civil que representam os povos tradicionais brasileiros. O encontro vai contar com a participação de representantes de entidades como o Instituto Clima e Sociedade; Coalizão Brasil Clima, Florestas e Agricultura e o Conselho Nacional das Populações Extrativistas (CNS).

Para o secretário-geral do CNS, Dione Torquato, esta reunião será uma oportunidade preciosa de sensibilizar o presidente da COP26 para a questão social embutida na agenda ambiental. Torquato avalia esta vinda do presidente da Conferência ao Brasil como uma demonstração da importância que o País tem no acordo de negociação de mudanças climáticas. “Iremos reiterar os acordos internacionais que já têm, principalmente o acordo de Paris com destaque para o artigo 6º que trata justamente sobre as comunidades tradicionais”, explica Torquato.

Ações

As instituições representativas dos povos tradicionais brasileiros terão um momento importante para falarem sobre o contexto em que essas famílias vivem e de como é fundamental incluir nas discussões da Conferência  as ameaças à violação dos direitos desses povos e seus territórios. Além do CNS, também devem estar presentes membros da Articulação dos Povos Indígenas do Brasil (Apib) e da Coordenação Nacional de Articulação das Comunidades Negras Rurais e Quilombolas (Conaq).

De acordo com Dione Torquato, a população que vive hoje do extrativismo vegetal não madeireiro é estimada em 5 milhões de pessoas, no Brasil. Só na Amazônia existem cerca de 1 milhão e meio de extrativistas.  Constam no decreto 6040, que trata da Política Nacional de Desenvolvimento Sustentável dos Povos e Comunidades Tradicionais, cerca de 28 segmentos de comunidades tradicionais diferentes.

“Iremos ressaltar junto ao presidente da COP26, a importância desses povos originários, essas populações que contribuem para a conservação dos recursos naturais e reduzindo os riscos das mudanças climáticas. Infelizmente, essas pessoas vivem uma situação de extrema vulnerabilidade no Brasil, um reflexo do retrocesso político e do modelo econômico que tem ameaçado esses povos”, afirmou o secretário-geral da CNS.